Marcela Temer incentiva mulheres a indicar teor de papelão em embutidos

20mar2017_17h47

FRIBOI – De prancheta em punho, Marcela Temer conduz mulheres de idades variadas pela seção de embutidos de um supermercado de luxo na Asa Norte da capital federal. O grupo, que usa broches com a inscrição “Fiscais de Temer”, ouve atento às longas instruções da primeira-dama: “Há 30 anos, brasileiras carnívoras como nós se organizavam para combater o aumento abusivo de preços nos supermercados. As fiscais de Sarney fizeram o trabalho duro de combate à inflação, embora o crédito tenha ficado apenas para FHC e o Plano Real. Hoje começamos uma nobre luta contra a desinformação, contra uma imprensa que quer destruir os setores mais importantes da economia nacional. A carne é forte, e nós somos mais ainda! Não há nada de errado em colocar um pouco de papelão na linguiça ou na mortadela. É até saudável. O colágeno faz bem para a pele e substitui a gordura. Agora, o que não pode acontecer é desrespeitar o regime das pessoas. Muitas de nós fazemos dieta e não é justo ingerir carboidratos clandestinos. Além do mais, há crianças alérgicas ao glúten, à lactose e também à celulose. Se não cuidarmos delas, quem fiscalizará o nosso futuro?”

Eletrizado, o grupo se pôs a colar adesivos indicando as diferentes proporções de papelão em produtos como linguiça, presunto e peito de peru. Para Fátima, que aderiu à iniciativa, há salsichas 100% vegetais sendo vendidas como de porco, o que pode fazer com que “veganos se sintam ainda mais marginalizados”.