Aécio deixa presidência do PSDB com a condição de se tornar príncipe regente

26jul2017_20h02

PALÁCIO DO IPIRANGA – Licenciado da presidência do PSDB desde que foi pego em flagrante abrindo um crediário com Joesley Batista, Aécio Neves fez mistério sobre os seus próximos passos ao longo das últimas semanas.

José Serra e Geraldo Alckmin pretendiam se candidatar à cadeira ocupada pelo mineiro, mas desistiram ao serem informados pelo Tribunal Superior Eleitoral que, ao contrário de Fernandinho Beira-Mar, não poderiam liderar a organização a partir de um presídio federal, caso a Lava Jato se movimente.

As especulação em torno do sucessor de Neves cessaram nesta quarta-feira, quando o senador anunciou que, por decisão monocrática, transformará o PSDB num partido monarquista antiabolicionista. Assim, Aécio ocupará o posto de príncipe regente, enquanto sua irmã, Andrea Neves, tornar-se-á sua tutora. Aécio se chamaria, então, “Infante Dom Aécio”. João Doria, por sua vez, assumirá o cargo de bobo da corte, graças ao seu domínio no uso de fantasias.

Embora tenha causado rebuliço entre os membros do partido, a executiva nacional decidiu adiar a decisão final sobre as mudanças propostas por Aécio. Pendentes de resolução também estão as questões “sair ou não do governo Temer?”, “somos um partido de direita ou esquerda?”, “biscoito ou bolacha?”, e “apoiaremos Bolsonaro num 2º turno?”.