Fotos de Kataguiri e Holiday ilustram calendário contra a pedofilia do MBL

12out2017_14h50

GALERIA CHOQUE CULTURAL – Desde que forças políticas como o Instituto Liberal de SP, o prefeito João Doria, o senador Magno Malta e o MBL se uniram para denunciar performances e pequenas réplicas de esculturas de Lygia Clark como grande ameaça à integridade de crianças e adolescentes, a existência ou não da relação entre arte e pedofilia entrou na ordem do dia.

Criada a onda, pôs-se o Movimento Brasil Livre a vender pranchas. Com a promessa de deflagrar uma grande movida contra a ‘arte degenerada’ que exibe corpos nus em museus e galerias, o MBL lançou um calendário com fotos de duas de suas lideranças com o fim de angariar fundos para sua cruzada contra a nudez.

Os jovens Kim Kataguiri e Fernando Holiday, que estampam os retratos, querem ajudar a combater o abuso sexual de menores. “Posso parecer um pré-adolescente, mas mesmo assim recebo muitas cantadas. Ou seja, há pessoas dispostas a me conhecer biblicamente mesmo achando que eu mal saí da infância!”, afirma Kataguiri.

Já Holiday vê malícia também do outro lado da relação abusiva. “Há muitos petistas, abortistas, gayzistas mirins que atraem adultos, filmam tudo e depois fazem textão nas redes sociais só para seguidores. A deputada Manuela D’Ávila, por exemplo, começou a carreira dela assim”, asseverou o vereador pela cidade de São Paulo.

O senador Magno Malta e o prefeito João Doria, por sua vez, também pretende surfar na onda. Anunciaram que lançarão um calendário semelhante, mas voltado contra o abuso de pessoas idosas.