Traficantes e militares se unem em intervenção contra Crivella na Vila Kennedy

12mar2018_15h58
“Empenharemos tecnologia de ponta na busca do alvo, já que invisibilidade é uma qualidade dele, como comprovado no carnaval desse ano”, afirmou Raul Jungmann
“Empenharemos tecnologia de ponta na busca do alvo, já que invisibilidade é uma qualidade dele, como comprovado no carnaval desse ano”, afirmou Raul Jungmann

TERRA DE NINGUÉM – Reviravolta na intervenção militar no Rio de Janeiro. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o chefe do tráfico da Vila Kennedy, Mauricinho da VK, convocaram uma coletiva de imprensa, hoje pela manhã, para anunciar as novas diretrizes da intervenção. A união entre militares e traficantes foi uma resposta desesperada à violência perpetrada pela prefeitura de Marcelo Crivella, que, na sexta-feira, destruiu quiosques de trabalhadores na entrada da comunidade.

“Achávamos que o tráfico era o problema”, comentou Jungmann, fazendo um mea culpa à sociedade. “Mas falta de consideração e crueldade assim eu não via desde o 7 a 1.” As forças de segurança divulgaram uma denúncia com a foto do prefeito e afirmaram em nota: “Trata-se de um indivíduo muito perigoso, sanguinário, e que costuma enganar as pessoas dizendo que vai trazer cuidado e prosperidade. Ele promete amor, mas só usa trator”.

Jungmann disse também que as forças de segurança enfrentarão grande dificuldade para encontrar o procurado devido à intensa movimentação de Crivella por diversos destinos fora da cidade do Rio. “Com base na volatilidade do suspeito, estamos estudando a possibilidade da expedição de um mandado de busca e apreensão coletiva para o mundo inteiro”, disse o general interventor Walter Souza Braga Netto. “De imediato nós já estamos organizando um carnaval na área, pois sabemos que essa é a maneira mais eficaz de manter o meliante afastado do local.”