Imigrante escala quatro andares para salvar bebê de 77 anos pendurado no Palácio do Planalto

28maio2018_19h21
Moucron conversa com imigrante. Físicos da Unicamp calculam que se o mandato se desprendesse da janela, ele poderia ser salvo por uma energia proporcional à rejeição de Rodrigo Maia
Moucron conversa com imigrante. Físicos da Unicamp calculam que se o mandato se desprendesse da janela, ele poderia ser salvo por uma energia proporcional à rejeição de Rodrigo Maia

É UMA CILADA, BINO – “Todos os papéis dele vão ser regularizados”, disse o marqueteiro Elsinho Moucron, durante cerimônia em homenagem ao imigrante do Mali que escalou o Palácio do Planalto para salvar o mandato presidencial de um bebê de 77 anos. “O mandato estava pendurado na janela, preso só por um braço”, explicou Moucron, que adaptou o sobrenome depois de acumular as contas de marketing do governo brasileiro e da França. “Ao que parece, ele havia parado lá enquanto procurava seus caminhõezinhos Hot Wheels, que sumiram na semana passada.”

Moucron contou que o jovem malinês, de 22 anos, vivia ilegalmente no país, “solitário, sem contato humano e sem capacidade de entender o que o povo fala”. “É uma situação muito triste, que me lembra aquela fábula do rei isolado no seu próprio palácio.”

Já o imigrante, que não é fluente em português, diz ter atentado para a situação de desespero do mandato depois de ouvir gritos de pessoas em frente ao palácio. “Elas falavam ‘pu-la, pu-la’”, contou ele, que diz ter interpretado a palavra como um pedido de ajuda.