Sucesso de aplicativo Talckmin faz Gilmar Mendes lançar o Habeas Taxi

05jun2018_20h01
“O habeas tem que ir onde o corpus está”, defendeu o ministro e cantor
“O habeas tem que ir onde o corpus está”, defendeu o ministro e cantor Ilustração: Paula Cardoso

VALE DO SILÍCIO – “Já era uma demanda antiga do mercado”, explicou o ministro do STF Gilmar Mendes, durante a coletiva de imprensa em que lançou seu aplicativo de transporte de liminares, o Habeas Taxi. “Durante muito tempo consegui manter uma produção artesanal de habeas corpus, num processo totalmente sustentável”, continuou. “Mas isso se tornou impossível depois que a Lava Jato chegou no PSDB. Só pro Paulo Preto tem sido um novo a cada semana.”

Para além da razão mercadológica, a iniciativa de Mendes foi motivada pelo lançamento recente do aplicativo Talckmin, que o presidenciável Geraldo Alckmin colocou no mercado, com o intuito de se aproximar do público jovem. “Foi uma iniciativa brilhante do Geraldo, que eu resolvi copiar. Não é porque o cara é millenial, orgânico e vegano que ele não vai precisar de um habeas corpus de bambu aqui e acolá.”

Em Brasília, o Habeas Taxi foi recebido com entusiasmo. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, comprou mil celulares – todos já com o aplicativo – para dar conta da demanda do seu escritório. Já o ministro Luiz Fux prometeu lançar um aplicativo próprio, ainda neste mês, para agilizar as liminares de auxílio-moradia em favor da classe dos magistrados. A tecnologia deve se chamar Fist-Fux.