Frustrados com militares, intervencionistas aprovam ação do BC

08jun2018_18h32
Depois de intervir no dólar, Goldfajn pretende mexer na seleção: “Vou escalar a Dilma no lugar do Neymar pra ver se o cidadão de bem volta a ir pra rua com a camisa do Brasil”
Depois de intervir no dólar, Goldfajn pretende mexer na seleção: “Vou escalar a Dilma no lugar do Neymar pra ver se o cidadão de bem volta a ir pra rua com a camisa do Brasil”

INSTITUTO PINEL DE ECONOMIA – Sai General Villas Bôas, entra Ilan Goldfajn. Saem tanques de guerra, entram think-tanks. Os grupos que pedem a intervenção militar no Brasil elegeram o presidente do Banco Central como novo patrono do movimento. A escolha foi feita após as seguidas intervenções do BC na economia para controlar a alta do dólar.

“Cansamos do comunismo de Villas Bôas, Alexandre Frota, Raquel Sheherazade, Felipe Melo e Jair Bolsonaro. Ilan Goldenshower [sic] é nosso novo comandante em armas”, declarou um pool de grupos intervencionistas, por meio de nota digitada em Código Morse. “É preciso agir, intervir como for, torturar a taxa de juros e metralhar o descontrole fiscal! Nossa bandeira nunca será vermelha. Nem verde-oliva. Ela agora é verde-dólar!”

Os grupos também aproveitaram para elogiar o que chamaram de “brasileiros de bem, como o patriota José Celso Martinez Corrêa”, famoso por fazer intervenções drásticas sobre o palco. Ficou acertado que a próxima montagem das Bacantes vai explorar as profundezas do Pato da Fiesp.