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Mas de onde vem o fact-checking?

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
15.out.2015 | 09h05 |

Em 1991, o jornalista americano Brooks Jackson entrou na sala de seu chefe, no escritório da CNN em Washington, e recebeu a tarefa de checar se era mesmo verdade tudo aquilo que os possíveis candidatos à presidência dos Estados Unidos diziam nos anúncios de TV.

Era tempo de primárias. O presidente George Bush (pai) pretendia disputar a reeleição pelo Partido Republicano, e o democrata Bill Clinton sonhava em derrotá-lo nas urnas. Jackson fundou o “Ad Police”, a primeira equipe jornalística especializada em checar propaganda eleitoral de que se tem notícia.

Em 2003, estimulado pelo sucesso do trabalho na CNN, Jackson criou o primeiro site independente de fact-checking. Com a ajuda da Universidade da Pensilvânia e do Annenberg Public Policy Center, inaugurou o FactCheck.org, que está ativo até hoje. Meses depois, foi a vez do jornalista Bill Adair, do “Tampa Bay Times”, lançar uma nova seção em seu jornal, o Politifact.com (também ativo hoje) e ganhar um prêmio Pulitzer com isso.

De lá para cá, a checagem de dados se espalha a olhos vistos. Para acompanhar a evolução dessa comunidade e a expansão das plataformas de checagem, a Lupa indica uma visita ao Duke Reporter’s Lab. Em dezembro de 2018, havia 161 iniciativas de fact-checking ativas em todo o planeta.

“Até pouco tempo atrás, não havia internet, não havia canais de TV 24 horas, Twitter ou redes sociais. As pessoas recebiam informações filtradas pelos meios de comunicação, que trabalhavam como guardiões e detentores da notícia. Agora as pessoas são bombardeadas por informação”, disse Jackson, num encontro de checadores realizado em 2014 na Argentina. “É aí que a imprensa precisa se reinventar, virar uma espécie de filtro para tantas histórias descabeladas”.

A Lupa é isso: seu filtro.

(Atualização feita em 21 de dezembro de 2018)

E… onde a Lupa se inspira?

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SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
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