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Alexandre Frota e o ministro Mendonça Filho. Reprodução do Facebook
Alexandre Frota e o ministro Mendonça Filho. Reprodução do Facebook

Afinal, que propostas Alexandre Frota levou ao ministro da Educação?

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
23.jun.2016 | 09h00 |

No dia 25 de maio, duas semanas depois de ser nomeado ministro da Educação, o pernambucano Mendonça Filho recebeu em seu gabinete, em Brasília, o ator Alexandre Frota. O encontro, que inicialmente não constava na agenda oficial da pasta, foi motivo de diversas reportagens e também de comemoração por parte do artista. Em seu Instagram, Frota escreveu: “Minha visita no Ministério da Educação deu o que falar! Obrigado Ministro Mendonça Filho pela confiança!”.

Mas, afinal de contas, sobre o que Mendonça Filho e Frota conversaram?

No mesmo dia do encontro, a Lupa questionou o MEC e recebeu da assessoria de imprensa da pasta uma nota que informava apenas que o ministro “tem como prática atender às solicitações de audiência, assim como dar retorno aos contatos recebidos”, que o ator Alexandre Frota estava em Brasília “e ligou para fazer uma visita de cortesia”.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, no entanto, a Lupa obteve o documento que Frota levou a Mendonça Filho e que pautou o encontro dos dois. Ao contrário do que foi divulgado pela imprensa naquela tarde, as propostas do ator não estavam endereçadas ao ministro da Educação nem versavam sobre ensino.

Com duas páginas e a assinatura de seis pessoas, o documento é dirigido ao “Senhor Presidente da República em exercício”, Michel Temer, e elenca doze pontos que, segundo Frota, permitiriam que o Brasil retornasse “à normalidade política, econômica, social etc”.

Entre eles, estão a reforma da Previdência, a reforma tributária, mas também “um amplo programa de privatização” e a “simplificação da legislação trabalhista”.

Veja abaixo e aqui na íntegra:

Ao fim do encontro com Mendonça Filho, Frota compartilhou nas redes sociais reportagens que afirmavam que ele havia “tratado do ensino nacional” e também elogiou publicamente iniciativas de Miguel Nagib, liderança do movimento “Escola sem Partido”, que prega o fim da “contaminação político-ideológica das escolas brasileiras”.

Sites como G1, O Globo, Folha de S.Paulo e Estadão noticiaram então que o encontro entre o ator e o ministro havia tido como foco a educação. A Lupa solicitou à pasta uma ata oficial do encontro para verificar se o tema havia ou não surgido durante a audiência, mas o ministério informou que esse documento não existe.

Assinam as propostas apresentadas por Frota a Mendonça Filho as seguintes pessoas: Marcello Reis, fundador dos Revoltados On Line, Bia Kicis, procuradora aposentada do Distrito Federal, a advogada Claudia Castro, Meire Lopes e o advogado Julio Casarin.

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