A PRIMEIRA AGÊNCIA DE FACT-CHECKING DO BRASIL

LupaEducação capacitou mais de 3 mil pessoas em checagem em 2017

por Douglas Silveira
08.jan.2018 | 08h00 |

No Brasil e no mundo, a polarização política tem contribuído para uma avalanche de boatos e informações distorcidas. As “fake news” tomaram uma projeção avassaladora com a internet, compartilhadas em correntes de WhatsApp, nas redes sociais e usadas por políticos para atacar adversários, contribuindo para a instabilidade democrática. Se cada vez mais as notícias falsas ganham terreno, por outro lado um exército de checadores tem sido preparado para combater a desinformação, principalmente em declarações equivocadas de políticos.

Desde 2 de abril de 2017, Dia Internacional do Fact-Checking, o programa LupaEducação tem capacitado universitários, jornalistas e profissionais de diversas áreas do conhecimento no uso das técnicas de checagem.

A Lupa fechou o ano passado com 274 pessoas treinadas em 18 oficinas presenciais em 8 municípios brasileiros – Rio de Janeiro (RJ), Duque de Caxias (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), São Leopoldo (RS), Curitiba (PR) e Salvador (BA). Além disso, mais de 2.900 alunos foram capacitados no Curso Online Aberto e Massivo (MOOC) com a metodologia da Lupa. O MOOC é uma realização do Knight Center e da Associação Nacional de Jornais (ANJ), com apoio do Google.

Alguns Lupeiros (e Lupeiras), como são chamados aqueles que participam do treinamento, foram convidados para compor a equipe de jornalistas da Agência. Entre eles, a subeditora Natália Leal (RS), o repórter Tiago Aguiar (SP) e a estagiária Nathália Afonso (RJ). Outros se destacaram na produção de checagens para a Lupa em suas respectivas cidades: Cícero Cotrim (BA), Aline Louise (MA) e Plínio Luís Pereira Lopes (PR)

Plínio também se inspirou na metodologia Lupa para criar sua própria plataforma de checagem: a Nublado Fact-Checking – com objetivo de checar as declarações dos políticos de Curitiba (PR), especialmente nas redes sociais.

“Tive o privilégio de participar da primeira turma da Oficina de Fact-Checking. A partir daí, comecei a me interessar mais sobre o tema, a ler mais e a interagir com os outros participantes do curso” – afirmou Plínio.

Depois de participar da  oficina de checagem no Festival de Jornalismo piauí GloboNews em outubro de 2017 – São Paulo (SP) – a jornalista Jéssica Botelho, de Manaus (AM), junto com a produtora de conteúdo Nathane Dovale, que fez parte da oficina em Porto Alegre (RS) em setembro de 2017, têm trabalhado para criar a primeira agência de fact-checking da Amazônia. O projeto foi selecionado para o New Ventures Lab – programa de aceleração que fornece educação, orientação e acesso a oportunidades de financiamento para organizações de mídias digitais independentes lideradas por mulheres. O projeto é idealizado e desenvolvido pelo movimento Chicas Poderosas.

2018 começou e o desafio de capacitar novos checadores é ainda maior. Estamos às vésperas de uma campanha eleitoral acirrada e polarizada. Até o fim do primeiro semestre, as oficinas presenciais pelo Brasil continuam a todo vapor – a primeira será no dia 10 de março, em Brasília, e já está com inscrições abertas. Além disso, uma novidade: o treinamento de jovens do Ensino Médio que vão às urnas pela primeira vez. Para esta ação, contamos com aliados importantes como Google e Canal Futura.

“Além de trabalhar para melhorar a qualidade do discurso público no Brasil, queremos mobilizar cada vez mais pessoas a perceberem a importância de checar uma informação antes de compartilhar e também antes de opinar sobre qualquer assunto. É necessário criar urgentemente na sociedade brasileira a cultura da checagem” – diz Douglas Silveira, gerente de Marketing da Lupa.

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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