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#Verificamos: Marina não assinou carta ‘em prol do casamento homossexual’

por Clara Becker
16.maio.2018 | 17h14 |

Circula na internet nesta quarta-feira (16) uma postagem que afirma que a pré-candidata à presidência Marina Silva (Rede) assinou um termo de compromisso com a Aliança Nacional LGBT para apoiar essa causa. A análise da Lupa aconteceu quando a mensagem já tinha mais de 8 mil interações no Facebook. Confira o resultado:

“Marina assina carta em prol do casamento homossexual”
Título de postagem feita no site Segundo Evangelho, que já tinha 8,8 mil interações no Facebook até as 16h55 do dia 16 de maio de 2018

FALSO

Em nota divulgada às 17h desta quarta-feira (16) (aqui e aqui), a assessoria de imprensa de Marina Silva informou que, no dia 8 de maio, a pré-candidata recebeu uma carta de intenções de comprometimento escrita pela Aliança Nacional LGBT – grupo que reúne lideranças dessa comunidade. Mas destacou que a pré-candidata não firmou nenhum documento, nem se posicionou publicamente a favor do casamento homossexual por conta desse texto.

A nota ressalta, ainda, que o programa de governo que Marina usará na campanha presidencial deste ano está em fase inicial de elaboração e que todas as sugestões recebidas serão analisadas antes de serem somadas a ele.  

A Aliança Nacional LGBT também confirma que a candidata recebeu a carta e que prometeu analisá-la, mas que ainda não assinou nenhum documento.  

Vale lembrar que, nas eleições de 2014, a campanha de Marina viveu uma polêmica semelhante. Após sofrer pressão de frentes evangélicas, a então candidata ao Planalto retirou de seu programa trechos de propostas que favoreciam a comunidade LGBT.

Inicialmente, o programa dela falava em “apoiar propostas de defesa ao casamento igualitário” e apoiava o PLC 122/06, que pretende classificar a homofobia como crime, aos moldes do que ocorre com racismo e xenofobia.

Após fortes críticas, o primeiro trecho do texto foi reduzido para o seguinte: “garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo”. Já o segundo trecho, sobre homofobia, foi alterado para: “normatizar e especificar o conceito de homofobia no âmbito da administração pública e criar mecanismos para aferir os crimes de natureza homofóbica”.

À época, em entrevista concedida ao blog do Estadão pouco depois do ocorrido, Marina argumentou que tinha havido um “erro” na publicação do texto inicial e que a contribuição de militantes LGBT não havia sido discutida com o resto da campanha.

A assessoria de Marina afirma que o programa da última eleição foi alterado por coerência política e que não houve pressão da frente evangélica. Os dois itens foram modificados porque não coadunavam com a proposta de governo defendida pela candidata naquele ano.

*Nota: esta checagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. 

Editado por: Cristina Tardáguila

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