questões terapêuticas

A ressaca

Banho quente, sexo vigoroso, poesia trágica – conselhos de um veterano para encarar o dia seguinte

Kingsley Amis
A razão pela qual artistas bebem tanto tem pouco a ver com temperamento artístico. É que eles podem se dar ao luxo de usar o dia seguinte no combate aos efeitos devastadores da noitada
A razão pela qual artistas bebem tanto tem pouco a ver com temperamento artístico. É que eles podem se dar ao luxo de usar o dia seguinte no combate aos efeitos devastadores da noitada FOTO: ROBERT CAPA_MAGNUM PHOTOS_LATINSTOCK

Mas que assunto! Aliás, sempre mal abordado, verdade seja dita. Não se pode abrir jornal ou revista sem dar de cara com uma série de instruções – na maioria nada originais, em boa parte inúteis e uma ou duas, inclusive, francamente nocivas – sobre como enfrentar esse mal pandêmico. Entretanto, esses artigos tendem a se concentrar apenas nas manifestações físicas, como se se tratasse de uma simples enfermidade. No geral, omitem os aspectos psicológicos, morais, emocionais e espirituais: toda aquela vasta, mal definida, horrenda, dolorosa e metafísica superestrutura que transforma a ressaca numa jornada (felizmente) única de autoconhecimento e compreensão de si mesmo.

E a literatura não fica atrás. Conhecemos poemas e canções sobre o álcool, claro, mas praticamente nenhum fala do porre, e menos ainda do dia seguinte ao porre. Há romancistas que atacam o tema com um pouco mais de profundidade e vagar, mas também eles tendem a errar o alvo, seja despachando a ressaca do herói com umas poucas frases, seja, por assim dizer, fazendo dela a totalidade do romance. Nesse último caso, o herói será certamente um dipsomaníaco, um homem já diferente da maioria das pessoas, que, na manhã seguinte, fica ainda mais diferente. Essa diferença vital, acrescida de outros traços característicos, é retratada com rigor no maravilhoso e aterrorizante Farrapo Humano, de Charles Jackson, o melhor relato ficcional sobre o alcoolismo que já li.

É possível pensar que certos escritores abordaram o mundo da ressaca de maneira metafórica, dando a impressão de tratar de outra coisa. Um certo Dostoiévski pode ser lido dessa maneira. Alguns contos de Poe transmitem com perfeição a sensação de desalento melancólico e os súbitos acessos de pavor bizarro que tantos de nós saberão identificar, e é de conhecimento geral que Poe tinha um notório problema com a bebida; contudo, ao contrário do que se acredita, ele não era dipsomaníaco. Seu organismo era excepcionalmente intolerante ao álcool: bastavam poucas doses para derrubá-lo, sem dúvida produzindo ressacas que haviam de ser um autêntico ensaio de seu funeral. A Metamorfose, de Kafka, que começa com o herói acordando e descobrindo que havia se transformado numa barata do tamanho de uma pessoa, talvez seja o melhor tratamento literário do tema. A escolha da imagem central não podia ser melhor, e ainda temos um toque especialmente evocativo sobre o modo desagradável como todos os outros tratam o personagem. (Não encontrei informações sobre a história alcoólica de Kafka.)

Não me cabe aqui, nem eu quero, esboçar uma descrição integral e objetiva da Ressaca Metafísica – tema sobre o qual não é nada divertido escrever ou ler. Tenho, porém, a esperança de que uma boa noção da coisa possa emergir, por inferência, da lista de providências que apresento a seguir. Antes de me estender nessa direção, contudo, preciso discorrer sobre a Ressaca Física; de qualquer modo, é ela que a lógica me recomenda cercar primeiro, uma vez que sua dissipação tende a propiciar notável alívio à outra – corpo e mente, como já vimos, nunca tão intimamente conectados como na esfera da bebida.

Eis aqui, então, como lidar com:

 

A RESSACA FÍSICA

1. Logo ao acordar, repita para si mesmo que é uma sorte estar se sentindo tão mal. Pois a verdade é que só se sente bem depois de uma noite de excessos quem ainda está de porre, o que significa ter que ficar sóbrio e esperar acordado pela chegada da ressaca.

2. Se sua mulher ou outra(o) parceira(o) estiver a seu lado, e (naturalmente) se mostrar disposta(o), pratique o ato sexual da forma mais enérgica que puder. O exercício lhe fará bem, e – partindo do princípio de que você gosta de sexo – vai deixá-lo emocionalmente revigorado, promovendo assim um ataque-relâmpago contra a Ressaca Metafísica antes mesmo da declaração formal de guerra contra ela.

ADVERTÊNCIAS. (I) Se você estiver na cama com uma pessoa com quem não deveria estar, e isso lhe provocar uma pontada de remorso, ainda que sutil, convém se abster. Culpa e vergonha são componentes destacados da Ressaca Metafísica, e certamente seriam acentuados pela complacência com uma situação como esta.

(II) Pela mesma razão genérica, se acordar sozinho, não queira atacar o problema com as próprias mãos.

3. Não tendo, evidentemente, ingerido toda a água recomendável antes de ir para a cama, agora beba em grande quantidade, muito além do necessário para saciar a sede imediata. O álcool é um notório desidratante, e parte considerável de sua Ressaca Física se deve à falta de água nas suas células.

A essa altura, vou supor que você seja desses que podem dedicar uma parcela significativa do dia a si mesmo e ao seu estado. Os outros que, premidos pelas obrigações da vida, precisam sair da cama devem estender a permanência no leito até o limite da irresponsabilidade, e daí então se levantar, fazer a barba, tomar um banho quente de banheira ou chuveiro (de que falaremos mais adiante), limitar o desjejum a um grapefruit (do que falaremos mais adiante) e um café, sem açúcar, e sair, com o firme propósito de se embebedar o máximo que puder já na hora do almoço. Aqui, observo de passagem que o motivo de tantos artistas profissionais beberem tanto não tem necessariamente muito a ver com o temperamento artístico e coisa e tal. É simplesmente porque podem se dar a esse luxo, em geral empregando boa parte do dia seguinte no combate aos efeitos devastadores da noitada. Assim:

4. Fique na cama até mais não poder. A exaustão, pura e simples, é outro importante componente da Ressaca Física.

5. Evite a todo custo o banho frio de chuveiro. Pode até lhe trazer algum alívio temporário, mas tanto minha experiência como a de outros me ensinaram que, ao cabo de uma hora, a prática intensificará em muito sua Ressaca Metafísica; em casos extremos, poderá lhe dar a sensação de ter se transformado numa criatura de outro planeta, quem sabe por haver decidido submeter seu organismo já tão chocado a esse novo choque. A combinação ideal, que compensa em muito o trabalho e a despesa quando a pessoa bebe relativamente a sério, é instalar um chuveiro acima da banheira. Encha a banheira com a água mais quente que aguentar e fique imerso o quanto puder. Quando for impossível continuar, levante-se e tome uma chuveirada quente, depois torne a imergir e repita a operação. É tempo muito bem gasto.

ADVERTÊNCIA: Proceda assim unicamente se tiver certeza de que seu coração e o resto de seu organismo aguentarão o tranco. Seria extremamente desagradável ser apontado como responsável pela morte de quem quer que seja, sobretudo num tribunal do júri.

6. Faça a barba. Uma chatice, eu sei, e ainda por cima você pode se cortar, mas é um exercício que acalma e irá levantar seu moral (outra boa medida contra a Ressaca Metafísica).

7. Seja qual for a situação de seu estômago, não recorra a nenhum agente alcalificante, como bicarbonato de sódio ou assemelhados. A maioria dos remédios para ressaca contém um pouco dessas substâncias, mas em quantidade inofensiva, e as borbulhas são festivas. O raciocínio por trás disso é que seu estômago, ao receber uma dose suplementar de ácido, pensará: “Ah, entendi: estamos precisando de um reforço alcalino”, e então de pronto providenciará a neutralização do ambiente estomacal. O consumo de bicarbonato fará seu estômago supor que precisa de mais ácido, o que só lhe causaria mais prejuízo. Melhor tomar um suco de fruta sem açúcar ou comer um grapefruit também sem açúcar.

Se você ainda não está convencido, observe o que me aconteceu um dia pela manhã quando, vítima de uma ressaca imperial, resolvi tomar bicarbonato acompanhado de uma dose de vodca. Minha acompanhante me disse: “Vamos ver o que está acontecendo no seu estômago”, e despejou o resto da vodca no resto da solução de bicarbonato. A mistura enegreceu e começou a soltar fumaça.

8. Não coma nada, ou mais nada. Deixe sua digestão de folga nessa manhã. Café é permitido, mas não espere que produza qualquer resultado além de fazer com que você se sinta ainda mais desperto.

9. Tente não fumar. Que a nicotina contribui para a Ressaca Física é opinião compartilhada por muita gente, inclusive por mim.

10. A essa altura, você já terá gasto boa parte da manhã. Dê um jeito de chegar ao meio-dia evitando o convívio dos semelhantes. Conversar cansa. Caminhe um pouco ou passe um tempo sentado ao ar livre. Por volta das onze, veja se lhe apraz a ideia de um Búfalo Polaco (vodca com concentrado de carne quente). Vale a pena, mesmo sem vodca. E a qualquer momento, a partir de agora, você pode começar a enfrentar a Ressaca Metafísica.

11. Mais ou menos ao meio-dia e meia, não hesite em recorrer ao veneno da véspera. Que aliás não precisa ser exatamente o mesmo: ninguém é obrigado a repetir a bebida da noite anterior. O bloody mary, por exemplo, tem muitos defensores. Outros idolatram o Underberg. Para quem não sabe, trata-se de um digestivo de alto teor alcoólico à base de ervas parecido com Fernet-Branca, mas na minha experiência bem mais eficiente. O preparado vem em garrafinhas com o equivalente a uma dose dupla, e deve ser engolido de uma só vez. Ao final de poucos segundos, o efeito nas entranhas é mais ou menos o de uma bola de boliche atingindo uma banheira vazia; as convulsões moderadas e os gritos de choque resultantes são de grande interesse. Depois deles, contudo, advém uma onda de calor visceral reconfortante, e muitas vezes uma guinada em direção a uma clara melhora. A essa altura, você estará mais preparado para encarar o resto da humanidade, e disso pode resultar um agradável almoço em boa companhia. Coma o que quiser, mas com moderação, evitando alimentos gordurosos ou pesados. Se sua Ressaca Física persistir depois da refeição, volte para a cama.

Antes de abordar a Ressaca Metafísica, e no interesse de não deixar nada de fora, é preciso mencionar três outras supostas curas da ressaca, todas ditas infalíveis pelos que me falaram delas, embora pessoalmente eu não tenha experimentado nenhuma. As duas primeiras não são muito práticas.

Descer para a mina com o turno da madrugada, direto para o veio de carvão.

Passar meia hora voando num avião aberto. (Inútil sublinhar que o piloto não pode também estar de ressaca.)

O dito “Arranque de Donald Wat” consiste num copo alto de algum licor doce, como Bénédictine ou Grand Marnier, ingerido puro no café da manhã. Seu inventor me contou que num dia gélido de inverno, depois de tomar um desses, passou 45 minutos parado num ponto de ônibus “sem se incomodar a mínima”. É verdade que o açúcar contido na bebida dá energia, e o álcool, álcool.

Se tiverem chegado a esse ponto, os leitores mais jovens poderão relaxar a total atenção com que decerto acompanharam os parágrafos anteriores. Em sua grande maioria, ignoram o que seja a Ressaca Metafísica, sobre a qual passarei a me deter agora. Mas que sorriam ou zombem por sua conta e risco. E saibam que, à medida que forem envelhecendo, a Ressaca Metafísica tenderá a preencher cada vez mais a lacuna deixada por suas decrescentes Ressacas Físicas. E das duas, sem a menor sombra de dúvida, a mais terrível é…

 

A RESSACA METAFÍSICA

1. Trate até o fim sua Ressaca Física.

2. Quando aquela mistura inefável de depressão, tristeza (as duas não são a mesma coisa), ansiedade, ódio de si mesmo, sensação de fracasso e medo do futuro começar a tomar conta de você, lembre-se de que afinal você só está de ressaca. Não é sem razão que você está passando mal; você não sofreu uma lesão cerebral discreta; você não é tão incompetente assim no trabalho; sua família e seus amigos não estão confabulando para sair por aí espalhando que você é um merda; não lhe foi relevada a verdadeira dimensão cruel da vida – e, além disso, não adianta chorar sobre o leite derramado.

3. Em caso de necessidade, adote ou o Caminho Metafísico Literário ou o Caminho Musical, ou ambos em sequência (mas nunca ao mesmo tempo). Sair e contemplar alguma pintura, obra arquitetônica ou bela escultura também pode fazer bem. A lógica dos dois caminhos, tanto o da leitura quanto o da trilha sonora contra a ressaca, baseia-se no princípio de que, antes de você ficar melhor, seu estado emocional ainda precisa piorar. Uma boa crise de choro é o nosso objetivo inicial.

LEITURA CONTRA A RESSACA: Comece com poesia, se tiver gosto pela coisa. Serve qualquer obra lúgubre que você admire. Eu particularmente tenderia a me concentrar na cena final do Paraíso Perdido. O Livro XII, do verso 606 até o final – o que inclui os versos 624-6, talvez o momento mais pungente de toda a nossa literatura. O problema, contudo, é que logo hoje você não precisa ser lembrado de como é inferior a qualquer pessoa, que dizer a um sujeito como Milton. É mais seguro escolher alguém menos assustadoramente genial.

Passe para a prosa, obedecendo aos mesmos critérios. Sugiro Um Dia na Vida de Ivan Denisovich, de Alexander Soljenítsin. Esse retrato da vida num campo de trabalho russo mostrará a existência de gente que precisa aguentar coisa muito pior que você (ou eu), e que dá conta do recado – não com gáudio, mas pelo menos sem se atolar na autocomiseração.

E agora procure ler coisas que demonstrem que, afinal, existem razões para viver. Poemas de batalha funcionam bem. A essa altura do campeonato, é possível que você já esteja admitindo voltar a sorrir algum dia. Entretanto, evite coisas engraçadas demais. Experimente um thriller ou um romance de ação, que poderá desviá-lo da observação de si próprio e das emoções mais sombrias. E só então procure a comédia; mas precisa ser de humor solar – e não negro: tente P. G. Wodehouse, Stephen Leacock, Captain Marryat, Anthony Powell (não Evelyn Waugh), Peter de Vries[1] (mas não O Sangue do Cordeiro, que, embora muito engraçado, se enquadra na verdade na categoria dos lacrimosos, e com algum destaque). Não estou querendo sugerir que essas obras sejam equivalentes. O que elas têm em comum é o fato de fazerem da falta de disposição para o riso uma atitude algo pomposa e absurda.

MÚSICA PARA RESSACA: Nesse tópico, o erro mais comum seria o excesso de ambição. Com base no mesmo argumento que apresentei acima para evitar a literatura de muita qualidade, mantenha distância de qualquer compositor como Mozart. Recorra a alguém que seja apenas um gênio. Tchaikovsky seria meu melhor palpite, sua Sinfonia nº 6 (“Patética”), minha escolha específica. Depois de deixar de lado muitas falsas consolações, o último movimento realmente logra o que o compositor almejava desde o início e, numa atmosfera que surpreende pela ausência de monotonia, evoca o desespero total: uma perfeita expressão sonora da Ressaca Metafísica.

Alternativamente, ou em seguida, experimente o sucessor de Tchaikovsky, Sibelius. O Cisne de Tuonela me vem à mente, embora muitas vezes seja (ou tenha sido, na minha juventude) recomendado, curiosamente, como fundo musical para a sedução. (Tema para um pequeno artigo.) Melhor ainda, para o fim que almejamos, é a música incidental do mesmo compositor para o drama de Maeterlinck, Pelléas et Mélisande (não confundir com a ópera do mesmo nome de Debussy). Em especial, a última parte dessa peça de Sibelius vem carregada de um páthos só um pouco forçado e excessivo, que é exatamente do que você precisa em seu estado.

Se você for capaz de tolerar música vocal, recomendo vivamente a Rapsódia para Contralto, de Brahms – não saxofone contralto, seu iletrado, mas a voz de contralto, com coro masculino e orquestra completa. Pelo que deve ser um mero acaso, a letra cantada, tirada de um – aqui entre nós, bem vagabundo – poema de Goethe, “Harzreise im Winter” [Inverno nas montanhas Harz], soa como um relato apenas ligeiramente metafórico de uma ressaca.

Os versos começam: Mas quem é aquele (de pé) ali ao lado?Seu caminho se perde na mata, e terminam com um apelo a Deus para que abra o panorama nublado e revele as mil fontes ao lado do sedento no deserto. E esta última frase diz tratados. Você pode restaurar parte de sua dignidade perdida acreditando ser também um Dürstender in der Wüste. É obra capaz de arrancar lágrimas de uma pedra, em especial de uma pedra ainda meio chapada.

Passe agora para alguma coisa mais animada e extrovertida, mas cuidado. Muita coisa que à primeira vista parece se encaixar no conceito é capaz de vir a desferir-lhe golpes inesperados no plexo solar emocional; a música de balé (menos a de Tchaikovsky), aberturas de operetas e obras assemelhadas são mais seguras – Suppé, se você não fizer objeção à alusão, aqui e ali, a eventos esportivos, é uma boa escolha. Ou, melhor ainda, o Concerto para Trompete de Haydn, que daria uma ótima dança de zumbis. Jazz não faz muito bem à Ressaca Metafísica, e a música popular irá provavelmente agravar o estado da sua Ressaca Física. Mas se você estiver convencido de que a vida realmente não pode ser mais desalentadora, tente qualquer faixa lenta gravada por Miles Davis. Ela irá lhe sugerir que, por mais que a vida possa lhe parecer francamente lúgubre, não pode ser mais lúgubre do que a maneira como Davis a apresenta. E você ainda tem a chance de ouvir algum circunstante se referir a ele como “Miles”, em vez de “Miles Davis”. A adrenalina produzida por essa pseudofamiliaridade estimulará seu organismo; nocautear o responsável pode restaurar sua fé em sua própria masculinidade, força bruta etc.

ADVERTÊNCIA: Tome o cuidado de escolher uma faixa em que o parceiro ocasional de Miles Davis, John Coltrane, não esteja “tocando” saxofone. Este, sim, irá lhe sugerir, nos termos mais peremptórios, que a vida é exatamente o que você, em seu estado atual, está achando: insignificante, fútil e sem sentido.


[1]Grupo heterogêneo de escritores, do vitoriano Captain Frederick Marryat ao contemporâneo Anthony Powell. Groucho Marx admirava o canadense Leacock. Conrad e Hemingway eram leitores de Marryat. O americano Peter de Vries pertenceu à grande geração de humoristas da revista New Yorker, da qual fazem parte James Thurber e S. J. Perelman. Powell, Evelyn Waugh e P. G. Wodehouse integram o cânone da literatura inglesa do século XX.

Kingsley Amis

Kingsley Amis (1922–95), escritor e poeta inglês, é autor de Lucky Jim, relançado pela NYRB Classics.

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