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A vista particular

Dali em diante, ninguém jamais vai descobrir o que aconteceu nos quarenta minutos em que José de Arariboia, um artista plástico que apesar da idade já alcançara uma boa projeção crítica e com certeza um futuro promissor, ficou no morro Pavão-Pavãozinho
Ricardo Lísias 
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ODYR_2016

CAPÍTULO 1

Em que conhecemos o artista plástico José de Arariboia e sua obra. Aparecem duas personagens coadjuvantes: a marchand Donatella e o traficante Biribó. Ficamos sabendo que Arariboia está mais distraído que o normal. Um incidente é anunciado, mas ocorrerá apenas no segundo capítulo, o que demonstra a ansiedade do narrador. Cai o dia na Cidade Maravilhosa.

 

I

 

José de Arariboia caminha devagar e, olhando para os dois lados antes de atravessar a rua, resolve esperar na esquina. Duas ou três vezes o sinal alterna entre o vermelho e o verde. Ele prefere observar os letreiros do comércio e continua parado. Há muitos anos José de Arariboia anda pelo bairro. Ele sempre viveu no Rio de Janeiro, em Copacabana, mas todo dia encontra um detalhe novo na arquitetura da região, um traço ingênuo em uma propaganda, alguma coisa que revela uma possibilidade nunca realizada. Talvez seja essa a principal característica da Cidade Maravilhosa: uma beleza incompleta. Uma cor que a gente nunca notou.

Se for para definir José de Arariboia, ele é esse sujeito atento aos detalhes, calmo e preso à vida urbana. Um artista essencialmente ligado à questão das cidades grandes, escreveu um crítico em certa ocasião. Ele não ficou esfuziante com a resenha. A empolgação além da conta, daquelas que dá para perceber a satisfação do cara, não é uma reação típica dele. Sem insinuar aqui nenhum interesse além da boa educação, José de Arariboia agradeceu em um rápido e-mail, dizendo que concordava com as palavras que tinha acabado de ler. Vamos tentar tomar um café um dia desses.

 

II

 

Com 35 anos completados há um mês, José de Arariboia já desenvolveu uma obra singular, com marcas próprias e consciente de suas intenções e limites. Outro crítico afirmou que ele é um artista de traços suaves, linhas calmas e cores delicadas, ainda que dispostas com muita personalidade no suporte, o que causa um choque com a temática recorrente, a cidade grande. Em outro e-mail rápido e educado, Arariboia agradeceu a generosidade da leitura. Obrigado.

Para a idade ele já reuniu uma boa quantidade de avaliações e juízos críticos, embora ainda não tenha merecido nenhum estudo mais longo. Sua galerista, na reunião que tinham feito nessa mesma tarde, explicou que lhe falta um catálogo individual. A partir dele (e sobretudo da introdução que está para ser encomendada), sua obra vai alcançar um novo patamar. As notícias não param por aí, Donatella continuou, oferecendo-lhe outra xícara de chá. O Santander já confirmou o patrocínio do catálogo, em troca de apenas dois quadros. Sempre contido, Arariboia agradeceu, confirmou que organizaria os detalhes nos próximos dias e recusou mais chá. Está anoitecendo e ele pretende voltar caminhando. É bom para espairecer, Donatella concordou, levando-o à porta.

 

III

 

Quem vê aquele homem andando não desconfia que ele acabou de ouvir tanta notícia boa. Não dá para perceber pela expressão fechada do rosto ou pelos passos distraídos que praticamente todos os sonhos de José de Arariboia estão para se realizar. Sua primeira exposição individual vai ser montada no Museu de Arte do Rio, o MAR, estrategicamente no mesmo período em que Georges Didi-Huberman deve dar uma série de conferências no auditório do prédio. A ideia é conseguir uma introdução do próprio Didi-Huberman para o catálogo. Donatella não vê motivos para o célebre intelectual francês recusar. Dali para o Centro Pompidou não faltará muito.

Na esquina da Sá Ferreira com a Nossa Senhora de Copacabana, região da cidade que emociona José de Arariboia a ponto de aparecer em muitas de suas telas, o artista não chama a atenção de ninguém. Só o corretor, na frente de uma imobiliária, o nota parado no farol sem atravessar a rua. O verde e o vermelho já se alternaram três ou quatro vezes. Cinco, no momento em que um porteiro decide perguntar se está tudo bem. Arariboia responde com um aceno tímido (ele nunca sorri por causa das manchas pretas nos dentes da frente), dá meia-volta e resolve entrar pela Sá Ferreira.

 

IV

 

O corretor demorou um pouco para encontrar na memória o dono daquele rosto: é o José de Arariboia, o menino que gosta de pintar e sempre anda meio distraído pelo bairro. O dono da tinturaria ao lado faz um gesto com o pescoço enquanto fecha a loja e, desinteressado, comenta que o conhece. Não é o filho do banqueiro? Ele mesmo, com a cara fechada de sempre.

Há praticamente cinquenta anos na região, os dois gostam de tomar uma cerveja antes de voltar para casa. Orgulhosos da própria memória, discutem pequenos acontecimentos da história da rua, relembram os moradores ilustres e os pitorescos e às vezes narram em tom dramático algum incidente mais desagradável, sobretudo quando aparece alguém para acompanhar a bebida. A tal violência do Rio de Janeiro nunca está na boca dos dois. Eles fazem questão de mostrar que são de outra geração. A praia também não faz parte daquelas histórias. O que lhes interessa é a fauna urbana carioca.

Quem conhece o José de Arariboia sabe que ele mora no caminho contrário ao que tomou na noite de hoje. Até aqui ninguém o notou caminhando em direção ao morro Pavão-Pavãozinho. A essa hora, o movimento no acesso à favela é muito grande.

 

V

 

Ele está um pouco mais distraído que o normal, o corretor vai concluir, depois de ver o trecho do vídeo no YouTube que reproduzirá uma parte do caminho de Arariboia entre a Sá Ferreira e o momento em que ele se perde no Pavão-Pavãozinho. Ainda vai demorar alguns dias. O primeiro vídeo, porém, todo mundo assistirá naquela noite ainda. Menos o próprio protagonista, que só vai saber o que está acontecendo no dia seguinte.

A narrativa está mais rápida que a caminhada do José de Arariboia. Calmo, ele parece observar cada detalhe do comércio cercando a entrada da favela, o rosto das pessoas e a fachada suja do prédio onde parou. A câmera de segurança do condomínio está registrando com nitidez o rosto dele, o que é ótimo para o YouTube. Todo mundo vai concordar, depois de assistir ao vídeo, que ele não parece alterado. Um pouco mais distraído que o normal, com certeza. O Zé sempre foi meio avoado, um primo comentará em uma reunião de família, depois de assistir ao vídeo, já sabendo que o tio não perderá a oportunidade de dizer que artista é tudo assim.

Aqui me distanciei de novo do meu protagonista: ele não está ansioso de forma alguma.

 

VI

 

A paisagem que José de Arariboia distraidamente olha nunca esteve em seus quadros. Na série de telas que expôs até hoje não há um carro sequer. Pessoas, muitas, mas elas estão sempre diminuídas frente à natureza, que disputa espaço de igual para igual com a cidade grande. É o que um crítico, já citado aqui, afirmou. Como o texto é claro e o autor autorizou a reprodução, copio literalmente:

“                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             .” [1]

Parece, enfim, que, para um artista com a proposta de José de Arariboia, a natureza e a cidade são maiores que as pessoas. A favela aparece em vários quadros, sem dúvida. Do contrário ele não poderia ter sido chamado de artista essencialmente carioca. Esse, porém, não é um ponto pacífico em sua recepção, já que para alguns críticos dizer que um artista é brasileiro não passa de comodismo. Como então afirmar que o Rio de Janeiro é a essência da obra de José de Arariboia? É preciso deixar claro que a polêmica apenas se ensaiou aqui e ali, já que Arariboia ainda está construindo uma obra e não tem cacife para suportar um debate mais amplo. Por enquanto.

 

VII

 

O leitor talvez esteja confuso, pois até aqui descrevi a crítica que se formou em torno das telas de José de Arariboia, mas ainda não apresentei o próprio trabalho. Pois bem: são trinta quadros, de dimensões variáveis, em que o ambiente urbano se mistura à natureza sem deixar as fronteiras entre esses dois elementos muito claras. O mar e a favela, por exemplo, amalgamam-se em um conjunto de quatro telas de tons azulados muito intensos, todas em acrílico. Uma delas está reproduzida logo abaixo.

Não resta dúvida de que, em todos os quadros, a cidade é o Rio de Janeiro: o mar e a praia de Copacabana já vieram à lembrança do leitor, bem como as favelas e o Cristo de braços abertos que, afinal de contas, não pode faltar. Curiosamente, o Pão de Açúcar aparece apenas duas vezes. Quem sabe o rótulo de “pintor carioca” tenha recaído em José de Arariboia pelo fato de a prefeitura da cidade ter comprado seis de seus quadros. Se não foi isso, é a fama de carioca da gema que seu pai tem desde ainda antes de assumir a direção no Brasil de um dos principais bancos do mundo. A tela a seguir é um exemplo do uso que Arariboia faz não apenas da perspectiva, mas de todo o jogo de dimensões. As pessoas estão ali, mas o leitor vai demorar algum tempo para identificá-las.

 

VIII

 

 

 

 

 

 

 

 

Cidade brava: mar Brasil
acrílico sobre tela
2014
(coleção particular)

 

 

IX

 

A tela reproduzida acima, Cidade brava: mar Brasil, resume a concepção estética de José de Arariboia. As ondas que tornam as águas volumosas têm o mesmo formato (embora espessuras um pouco distintas) das figuras humanas que, com dificuldade, podem ser encontradas na região onde a cidade, saindo a duras penas do mar, se ergue. Dizendo de maneira direta: tudo colabora para que o ser humano fique em último lugar.

Há um jogo entre a tela e o título. Ele ocorre em toda a obra de José de Arariboia, muito elogiada também pela persistência do projeto. Segundo Rodrigo Naves, “estamos diante de um artista paciente, que conhece seus recursos e pretende dispô-los sem precipitação”.[2] Como ele faz parte de uma geração conhecida pela velocidade e constante busca por resultados rápidos, aqui está outro dos choques tão comentados em seu trabalho.

A própria temática revolta e nervosa em contraste com os tons suaves e a delicadeza da pincelada completa o ambiente de tensão que torna José de Arariboia um artista notável entre os vários que surgiram no Brasil nos últimos anos. Tudo isso justifica o ainda pequeno mas já eloquente conjunto de textos sobre ele, o valor de seus quadros e o prestígio do museu que deve abrigar sua primeira exposição individual: o MAR.

 

X

 

Não saberemos (simplesmente porque José de Arariboia nunca vai dizer) se é tudo isso que o está deixando tão distraído. Agora que o dia de fato caiu, ele caminha mais alguns metros e chega a um dos acessos ao morro Pavão-Pavãozinho. De onde está parado, enxerga alguns barracos, às vezes vira o corpo em direção à rua, conta três ou quatro janelas nos prédios do outro lado e alguém lhe dá um encontrão querendo voltar para casa logo e esse cara aí parado, sem ter o que fazer. Como tem desocupado hoje em dia. Exato.

A dois passos de Arariboia, o garoto que serve de olheiro para o tráfico já deu o alarme. Não deve ser nada, Biribó achou lá de cima. Essa hora o movimento é muito grande. Os colégios acabaram de soltar a meninada. Só vai sossegar de manhã.

Mais um metro e Arariboia sai do alcance da última câmera, colocada na porta de um bar para o dono se sentir um pouco mais tranquilo. Não é verdade: Biribó montou o circuito porque acha que tem que usar isso de tecnologia. Vocês não veem isso de celular?, repete sem parar. Dali em diante, ninguém jamais vai descobrir o que aconteceu nos quarenta minutos em que José de Arariboia, um artista plástico que, apesar da idade, já alcançara boa projeção crítica e com certeza um futuro promissor, ficou no morro Pavão-Pavãozinho.

 

 

CAPÍTULO 2

 

Em que Arariboia afirma não ser um cadáver e se recusa a cobrir o corpo nu. Forma-se um cortejo para assistir ao seu tão particular gingado. Um conjunto de vídeos registra a cena. É uma noite especial para a cidade do Rio de Janeiro. Não faltarão, é claro, a areia branca e a água azul do mar.

 

I

 

E ali, completamente pelado, vem descendo o José de Arariboia.

A câmera que captou esse primeiro movimento não para de tremer e dá para ouvir duas ou três pessoas muito próximas rindo sem parar. Na calçada um outro grupo grita alguma coisa e, como resposta, recebe um aceno do artista. Ele ajeita o cabelo e caminha com mais ligeireza do que quando subiu o morro. Não é bem isso o que a gente percebe ao voltar um pouco o vídeo: muito à vontade, ele está gingando na rampa de acesso ao Pavão-Pavãozinho. É uma dança. De vez em quando, o artista abre os braços e repete o gesto que toda criança conhece. Sou um avião e agora voo. Ele sai do chão aos pulos, dá duas ou três voltas como se estivesse desfilando e recusa o lençol que uma senhora lhe oferece. Alguém grita para ela sair dali, caralho. Não sou um cadáver, um especialista em leitura labial dirá que foi a resposta de Arariboia à generosidade dela.

O nosso herói está agora a poucos metros da rua Sá Ferreira, que continua movimentada. Na calçada um grupo o espera. Outra câmera pega o movimento de uma moça imitando-o. Alguém grita para ela tirar a roupa também e recebe, com um sorriso para a câmera, um gesto obsceno e grandiloquente. Arariboia parece não notar nada disso.

 

II

 

Não há qualquer conotação sexual nos movimentos do nosso artista. Ele não faz gestos insinuantes e muito menos procura ressaltar certas partes do corpo. Se alguns dos vídeos se focam mais na região abaixo de suas costas, por exemplo, isso acontece porque o autor da filmagem fez questão de manter sua atenção ali. É uma pena, pois os braços dele gingam de uma forma admirável. Sem falar no rodopio dos cabelos.

Assim que chegou à rua, Arariboia fez alguns movimentos circulares, esticando um pouco mais as pernas. Não dá para dizer que ele continua distraído. Pela risada que a gente ouve aos 52 segundos do vídeo que Biribó subiu, está animadíssimo. Isso de tecnologia é importante para nós agora, o traficante repete na manhã seguinte, ao ver o número de acessos.

Arariboia ginga, cobre os dentes pretos com a mão direita e avança. Um grupo menor vai perto dele, tentando repetir os movimentos. Às vezes, depois de um jogo de braço torto, gritam um sonoro ôôôôôôô e o artista vira, sem perder tempo com os seguidores ineptos. Atrás desse grupo menor, outro mais numeroso caminha gritando, empunhando celulares, dando pulos ou apenas urrando. Todo mundo dança. Alguns já tuítam a notícia.

 

III

 

Na esquina da Francisco Sá com a Nossa Senhora de Copacabana, o grupo é bem numeroso. A maioria dos seguidores de Arariboia é jovem, embora aqui e ali a gente encontre um adulto bem alegre, saltitando como se tivesse 20 anos de novo. Os idosos ficam parados na calçada mesmo. É animador vê-los erguendo os braços enquanto aplaudem a coreografia do nosso herói. Quem não tem os cabelos longos faz o que pode com o pescoço mesmo.

No cortejo, a democracia impera: menina bem-arrumada caminha ao lado de malandro sem camiseta. Alguns policiais filmam a cena, tentando não se misturar à multidão. Há vários moradores do morro, evidentemente, mas eles se divertem com os riquinhos saindo das academias. As gargalhadas também vão juntas. Todo mundo aponta o telefone celular para o José de Arariboia. O gingado e os rodopios são cada vez mais velozes. Ele não perde o ritmo e muito menos o equilíbrio.

No bar, o corretor e o dono da tinturaria acham que se trata de um arrastão. Onde isso vai parar, meu Deus? Enquanto se apressam para entrar, Arariboia abre os braços, ginga três vezes na esquina e o corretor fica de queixo caído ao reconhecê-lo.

 

IV

 

Talvez pela intuição de estar participando de um momento histórico, ou só pela farra mesmo, os dois amigos se juntam ao cortejo. Eles aparecem, em close, aos 2:28 do vídeo do Biribó. Não dá para dizer que são os mais animados da turma, mas o corretor está se soltando. Todo mundo com as mãos no cabelo! Um grupo de taxistas trancou os carros e resolveu acompanhar a festa. Agora, todos erguem os braços, imitando a tradicional ôla que as torcidas fazem nos campos de futebol. Ôôôôôôôô.

Arariboia segue na frente, gingando como se estivesse prestes a ser levado pelo vento. No Rio de Janeiro bate apenas uma brisa leve. Ele criou esse ar que o empurra, muita gente que assistirá aos vídeos vai pensar. De vez em quando dobra o pescoço e, com os olhos fechados e a mão direita cobrindo os dentes pretos, volta-se para o céu escuro. Que a noite carioca, tão serena e acolhedora, abençoe-nos a todos!

Nosso artista continua andando. Os clientes de um bar no seu caminho o aplaudem, homenagem que ele retribui com um movimento dos cabelos. Daqui a alguns instantes ele chegará à avenida Atlântica. Antecipando o problema, três rapazes se adiantam e param o trânsito. José de Arariboia vai passar.

 

V

 

No Rio de Janeiro, alguns dos melhores hotéis enfileiram-se ao longo da avenida Atlântica. Muitos hóspedes estão nas janelas agora que o nosso herói atravessa a rua. Os carros mais atrás no congestionamento manobram, tentando fugir do arrastão. Os motoristas à frente buzinam quando José de Arariboia requebra no meio da faixa de pedestres.

A essa altura, o cortejo que o segue é bastante numeroso e animado. Sequer cabe no enquadramento dos celulares que estão filmando tudo. O nosso herói dá duas voltas no próprio eixo (como se fosse um planeta) e finalmente pisa a areia branca da praia de Copacabana. Infelizmente, não temos uma imagem registrando o rosto dele nesse momento. Seu corpo se permite uns poucos instantes de paralisia, mas de forma alguma por um lapso de consciência. Deve ter sido uma dessas sensações mágicas a que só um artista tem acesso.

Depois, José de Arariboia mexe pela milésima vez no cabelo e entorta o corpo para trás, o que faz o cortejo perder o equilíbrio. Algumas pessoas acabam caindo na rua, mas logo são amparadas e se erguem. É importante dizer que em momento algum houve uma situação de violência. Ninguém foi assaltado.

 

Trecho do livro A Vista Particular, a ser lançado este mês pela editora Alfaguara.

[1] Cf.:

[2] Cf.: NAVES, Rodrigo. “Um artista a caminho da maturidade”. Em Ilustríssima, Folha de S.Paulo, 25 out. 2015.

 

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