No final de junho, 40 dias após a divulgação de sua conversa com Joesley, Temer fez um discurso calculado, no qual apontava a “embriaguez da denúncia” de Janot e dirigia sua artilharia contra Miller. Era o início da reviravolta do caso
Ver dados da foto No final de junho, 40 dias após a divulgação de sua conversa com Joesley, Temer fez um discurso calculado, no qual apontava a “embriaguez da denúncia” de Janot e dirigia sua artilharia contra Miller. Era o início da reviravolta do caso ILUSTRAÇÃO: NADIA KHUZINA_2017

Anatomia de uma delação

Como os donos da JBS e a Procuradoria-Geral da República acertaram um acordo de colaboração premiada – e por que ele desmoronou
Consuelo Dieguez
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No final de junho, 40 dias após a divulgação de sua conversa com Joesley, Temer fez um discurso calculado, no qual apontava a “embriaguez da denúncia” de Janot e dirigia sua artilharia contra Miller. Era o início da reviravolta do caso ILUSTRAÇÃO: NADIA KHUZINA_2017

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A DIVULGAÇÃO DA DELAÇÃO

Às 19h30 do dia 17 de maio, Márcio de Freitas Gomes, chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, viu piscar a manchete no site do jornal O Globo: “Dono da JBS grava Temer dando aval para a compra de silêncio de Cunha.”

A notícia, divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, dizia que Wesley e Joesley Batista, controladores da maior empresa de proteína animal do mundo, haviam entrado, uma semana antes, no gabinete do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, “para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país”. Tratava-se da homologação da delação premiada que haviam feito à Procuradoria-Geral da República, cujo ponto fulcral era a gravação de uma conversa entre Joesley e o presidente. Nela, afirmava o jornalista, Temer, ao ser informado de que o empresário dava “uma mesada na prisão” ao deputado cassado Eduardo Cunha para que se mantivesse calado sobre esquemas de corrupção do governo, estimulou-o a continuar com o pagamento.

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