“O Brasil não é para mim”, escreveu Knausgård numa das cartas. “Nem a vida brasileira, nem o futebol brasileiro. Não torcer para o Brasil, me afastar do futebol brasileiro, é como dizer que prefiro mulheres feias a mulheres bonitas. Ou que prefiro livros ruins a livros bons”
Ver dados da foto “O Brasil não é para mim”, escreveu Knausgård numa das cartas. “Nem a vida brasileira, nem o futebol brasileiro. Não torcer para o Brasil, me afastar do futebol brasileiro, é como dizer que prefiro mulheres feias a mulheres bonitas. Ou que prefiro livros ruins a livros bons” IMAGEM: MAGNUS SJÖHOLM

Argentina x Brasil

Um jogo entre dois escritores
Karl Ove Knausgård, Fredrik Ekelund
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“O Brasil não é para mim”, escreveu Knausgård numa das cartas. “Nem a vida brasileira, nem o futebol brasileiro. Não torcer para o Brasil, me afastar do futebol brasileiro, é como dizer que prefiro mulheres feias a mulheres bonitas. Ou que prefiro livros ruins a livros bons” IMAGEM: MAGNUS SJÖHOLM

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Durante a Copa do Mundo de 2014, o escritor Karl Ove Knausgård trocou cartas com o seu amigo sueco Fredrik Ekelund, também escritor, que viajara ao Brasil para assistir aos jogos. A correspondência entre os dois virou um livro – Hjemme/Borte (“Em casa, longe de casa”) – publicado na Noruega no fim de 2014 e ainda inédito em português. A piauí publica a seguir uma seleção dessas cartas.1

Limhamn, 10 de junho

Meu caro Karl Ove,

Começo com uma lembrança de 19 de novembro de 1983. Estou em Paris, seguindo alguns cursos livres, morando na Cité Universitaire, escrevendo para o antigo diário Arbetet e preparando um trabalho sobre um autor operário francês que eu havia conhecido no ano anterior, Georges Navel. É uma época feliz da minha vida. No mesmo ano, em agosto, meu primeiro romance foi aceito pela editora Bonniers, e eu vivo a embriaguez de saber que vou me tornar aquilo com que vinha sonhando havia tempos: escritor. Durante o dia, frequento o Collège de France e ouço Michel Foucault e Emmanuel Le Roy Ladurie, ou dou uma passada na École Normale para ouvir Jacques Derrida. A oportunidade de sentar aos pés de Foucault e de Derrida intensificou a embriaguez em que eu vivia naquela época.

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