Bolsonaro diz que irá varrer a esquerda do mapa e prega que cada “cidadão de bem” tenha uma arma em casa para se defender: “Cartão de visita para marginal do MST é cartucho 762.
Ver dados da foto Bolsonaro diz que irá varrer a esquerda do mapa e prega que cada “cidadão de bem” tenha uma arma em casa para se defender: “Cartão de visita para marginal do MST é cartucho 762. FOTO: DARYAN DORNELLES_2016

Direita, volver

Pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro coloca o ultraconservadorismo no jogo eleitoral
Consuelo Dieguez
Tamanho da letra
A- A+ A
Bolsonaro diz que irá varrer a esquerda do mapa e prega que cada “cidadão de bem” tenha uma arma em casa para se defender: “Cartão de visita para marginal do MST é cartucho 762. FOTO: DARYAN DORNELLES_2016

Exclusivo para assinantes
Não assinante: leia na revista impressa ou no aplicativo

Jair Bolsonaro estava acomodado atrás de uma mesa de madeira escura, repleta de papéis, quando o encontrei em seu gabinete, na Câmara dos Deputados, num final de tarde de julho. Resfriado, aparentava cansaço. Antes mesmo que me sentasse, perguntou se eu havia gostado dos quadros na parede. Eram fotos emolduradas dos generais que ocuparam a Presidência da República durante a ditadura militar: Humberto Castello Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo. “Você queria que eu colocasse a foto de quem aí? Da Dilma?”, e riu alto. Em seguida, já com o cenho franzido, determinou: “Pergunta. Pode perguntar o que você quiser que eu respondo.”

Não é preciso muito esforço para arrancar respostas do deputado. Elas costumam ser incisivas e não raro se confundem com um ataque ao interlocutor. Suas posições, e a maneira como as exprime, já lhe renderam acusações de ser racista, misógino, xenófobo, homofóbico e fascista. “Se bobear, sou até gordofóbico”, ele riu novamente. Bolsonaro rejeita as imputações. Acusa “a imprensa imbecil” – imbecil é um termo que ele emprega com frequência – de interpretar mal suas palavras, isso quando não age de maneira desonesta.

O capitão reformado do Exército Jair Messias Bolsonaro, de 61 anos, está em seu sétimo mandato legislativo. Com 464 mil votos, foi o deputado federal mais votado do estado do Rio de Janeiro nas últimas eleições. Somando-se os 26 anos ininterruptos na Câmara aos dois em que passou na Câmara de Vereadores da capital fluminense, ele acumula mais tempo na vida política do que no quartel. No entanto, seus modos parecem mais próximos da caserna que do Parlamento.

SÓ PARA ASSINANTES.

Os direitos autorais de todo o material apresentado neste site, inclusive imagens, logotipos, fotografias e podcasts, são de propriedade da revista piauí ou de seu criador original. A reprodução, adaptação, modificação ou utilização do conteúdo aqui disponibilizado, parcial ou integralmente, é expressamente proibida sem a permissão prévia da revista ou do titular dos direitos autorais.

ASSINANTE PIAUÍ

Use o mesmo e-mail e senha cadastrados no site da Ed. Abril no ato da assinatura. Esqueceu a senha ou o e-mail ?