Hoje, enquanto escrevo, penso que Luisa já não está entre os vivos, mas que Emma Bovary, com suas contradições vulcânicas, seus arroubos, seu desmesurado bovarismo, continua viva
Ver dados da foto Hoje, enquanto escrevo, penso que Luisa já não está entre os vivos, mas que Emma Bovary, com suas contradições vulcânicas, seus arroubos, seu desmesurado bovarismo, continua viva IMAGEM: VÂNIA MIGNONE_2017

Duas mulheres

O bovarismo e um lugarejo nos pampas
Leila Guerriero
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Hoje, enquanto escrevo, penso que Luisa já não está entre os vivos, mas que Emma Bovary, com suas contradições vulcânicas, seus arroubos, seu desmesurado bovarismo, continua viva IMAGEM: VÂNIA MIGNONE_2017

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Vou dizer aqui algo que talvez não devesse dizer. Vou dizer que não li o que autores como Jean-Paul Sartre, Guy de Maupassant, Charles Baudelaire, Marcel Proust, Émile Zola, Julio Ramón Ribeyro, Roland Barthes e Harold Bloom escreveram sobre Gustave Flaubert e suas criaturas literárias. Talvez fosse mais certo dizer que li isso tudo, sim, mas esqueci, e que, em todo caso, não voltei a ler.

Seja como for, não tem importância.

Em A Orgia Perpétua, seu ensaio de 1974, o escritor peruano Mario Vargas Llosa, falando de Madame Bovary, diz o seguinte: “Um livro passa a fazer parte da vida de uma pessoa por uma soma de razões que têm a ver com o livro, mas também com a pessoa.”

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