vultos da República

Estranhos no ninho

Guerra no PSDB compromete as ambições 
presidenciais de Geraldo Alckmin

Consuelo Dieguez
Ressentimentos mútuos se avolumaram entre Geraldo Alckmin e João Doria. O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, da ala histórica do PSDB, classificou Doria de “fascistoide”: “Ele é uma farsa. Acabou se revelando um mau gestor e um político que utiliza as práticas mais abomináveis”
Ressentimentos mútuos se avolumaram entre Geraldo Alckmin e João Doria. O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, da ala histórica do PSDB, classificou Doria de “fascistoide”: “Ele é uma farsa. Acabou se revelando um mau gestor e um político que utiliza as práticas mais abomináveis” FOTO: DIEGO PADGURSCHI_FOLHAPRESS

No seu último dia como governador de São Paulo, Geraldo Alckmin olhou distraidamente pela janela de seu gabinete, no Palácio dos Bandeirantes, e, sem demonstrar emoção, comentou em voz baixa: “Passei os últimos oito anos nesta sala.” Voltou a vista para o ambiente, decorado com móveis escuros e pesados, e continuou sua digressão, em tom monótono: “Na verdade foram vinte anos no total, contando desde a primeira vez que entrei aqui como vice-governador, em janeiro de 1995, quando fiquei por seis anos. Depois, mais seis como governador e, novamente, mais oito, de 2010 até agora. Se acharem alguém com mais tempo que eu nessa cadeira, me falem”, disse, reconhecendo na longevidade um grande acontecimento.

Geraldo Alckmin é, incontestavelmente, o mais longevo ocupante do Palácio dos Bandeirantes, sempre pelo PSDB, partido que por quase um quarto de século governou o estado de São Paulo. Naquela sexta-feira, 6 de abril, ele se despedia do posto, nove meses antes da conclusão do mandato, para entrar na disputa por outra cadeira – a de presidente da República, no Palácio do Planalto, de onde o PSDB está apartado há quinze anos. Será a segunda vez que ele se lança na empreitada. Quando debutou, nas eleições de 2006, foi derrotado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorria à reeleição.

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Consuelo Dieguez

Consuelo Dieguez, repórter da piauí desde 2007, é autora da coletânea de perfis Bilhões e Lágrimas, da Companhia das Letras

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