Anamaria Camargo faz parte de uma geração de cientistas que estão transformando em realidade a promessa de aplicação clínica do sequenciamento do genoma humano, concluído em 2003
Ver dados da foto Anamaria Camargo faz parte de uma geração de cientistas que estão transformando em realidade a promessa de aplicação clínica do sequenciamento do genoma humano, concluído em 2003 ELLA DÜRST_2017

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Anamaria Camargo, as mutações genéticas e as novas estratégias de combate ao câncer
Bernardo Esteves
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Anamaria Camargo faz parte de uma geração de cientistas que estão transformando em realidade a promessa de aplicação clínica do sequenciamento do genoma humano, concluído em 2003 ELLA DÜRST_2017

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“Hoje chegou um paciente com câncer de pulmão na fase de metástase”, disse a geneticista Anamaria Camargo numa manhã recente. Ela estava em seu gabinete no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde lidera uma equipe de cerca de vinte pesquisadores, contando funcionários contratados e alunos de pós-graduação. O caso recém-admitido, explicou a cientista, era ideal para pôr à prova um teste que o grupo vinha desenvolvendo nos últimos dois anos.

O câncer é uma doença genética – ou, melhor dizendo, uma família de doenças genéticas, já que existem mais de uma centena de tipos diferentes de tumores, cada um com características únicas. O que eles têm em comum é o fato de suas células se reproduzirem desenfreadamente e a tendência de se alastrarem para outros tecidos – é aí que se fala em metástase. Essa multiplicação descontrolada é desencadeada por mutações genéticas que vão se acumulando nas células sadias. “Caracterizar essas mutações é fundamental para entender o processo de transformação celular”, explicou Camargo. “A expectativa é que, conhecendo melhor a biologia do tumor, a gente possa usar essa informação para um diagnóstico mais precoce ou para um tratamento mais efetivo.”

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