O acelerador de partículas Sirius, que funciona como um supermicroscópio, está sendo construído em Campinas. Quando estiver pronto, será um dos melhores do mundo. Equipamentos desse tipo têm sido usados em pesquisas na fronteira do conhecimento, algumas premiadas com o Nobel
Ver dados da foto O acelerador de partículas Sirius, que funciona como um supermicroscópio, está sendo construído em Campinas. Quando estiver pronto, será um dos melhores do mundo. Equipamentos desse tipo têm sido usados em pesquisas na fronteira do conhecimento, algumas premiadas com o Nobel FOTO: RENAN PICORETI_DIVULGAÇÃO LNLS/CNPEM

O acelerador

O mais ambicioso projeto da ciência brasileira pode levar a pesquisa no país a um novo patamar. Ou não
Bernardo Esteves
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O acelerador de partículas Sirius, que funciona como um supermicroscópio, está sendo construído em Campinas. Quando estiver pronto, será um dos melhores do mundo. Equipamentos desse tipo têm sido usados em pesquisas na fronteira do conhecimento, algumas premiadas com o Nobel FOTO: RENAN PICORETI_DIVULGAÇÃO LNLS/CNPEM

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O Prêmio Nobel de Química de 2009 foi concedido a três pesquisadores que desvendaram a estrutura de uma das mais sofisticadas – e diminutas – organelas presentes no interior das células. Os ribossomos, cuja composição detalhada era desconhecida até pouco tempo atrás, são fábricas nanométricas de proteínas: são eles os responsáveis por transformar a informação genética contida no DNA nas moléculas orgânicas encarregadas de controlar virtualmente todos os processos biológicos de um organismo vivo.

Uma das dificuldades para o estudo do funcionamento dos ribossomos está no fato de que ele próprio é um emaranhado de dezenas de proteínas, e seu número de átomos se conta na casa das centenas de milhares. Os trabalhos dos cientistas premiados – a israelense Ada Yonath e os americanos Thomas Steitz e Venkatraman Ramakrishnan – permitiram mapear com exatidão, pela primeira vez, onde fica cada um desses átomos.

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