despedida

O jagunço de Munique

Da prisão por espionar o Brasil para o Reich à aclamação como tradutor, a vida dupla de Curt Meyer-Clason

Bernardo Esteves
Para Guimarães rosa, a tradução de Meyer-Clason para <i>i Grande Sertão: Veredas </i> era “definitiva”
Para Guimarães rosa, a tradução de Meyer-Clason para i Grande Sertão: Veredas era “definitiva” FOTO: ISOLDE OHLBAUM

“O senhor alguma vez já viu um centroavante alemão dar uma bicicleta?” Com essa imagem, o tradutor Curt Meyer-Clason justificou, em carta enviada a João Guimarães Rosa, em janeiro de 1964, a opção estilística adotada por ele ao verter o romance Grande Sertão: Veredas para o idioma de Thomas Mann. Explicava que tinha abdicado de tentar recriar em seu texto muitas das inovações formais da prosa do escritor brasileiro. “Se ousasse dar as mesmas bicicletas e gingados linguísticos e as mesmas piruetas sintáticas como Rosa, cairia com o traseiro no chão.”

Não era um desafio menor que Meyer-Clason tinha diante de si. Guimarães Rosa construiu um romance épico de leitura difícil, com sintaxe e pontuação inusuais e o recurso abundante a onomatopeias, aliterações e neologismos que combinam arcaísmos, radicais de idiomas vivos e mortos e a fala do sertanejo. Ao tradutor, trazia a complicação suplementar de ser ambientado num universo sem referência para o leitor alemão.

Meyer-Clason abriu mão de dar ao narrador Riobaldo uma linguagem que tentasse evocar qualquer tipo de regionalismo. “Na Alemanha não há sertão, não há Nordeste e não conhecemos a ‘fala do matuto’”, escreveu a Guimarães Rosa. Seria um equívoco, prosseguiu, “projetar num dialeto de qualquer região rural da Alemanha o linguajar infantil, o enlevo lúdico, a mistura inconfundível de familiaridade e desconfiança, de melancolia e arbitrariedade”. Daí sua opção por um narrador que se expressa com a objetividade de um Beckenbauer distribuindo o jogo no meio de campo. “Riobaldo fala o alto alemão”, definiu.

Não que faltasse espaço para inventividade na tradução de Meyer-Clason. Ele afirmou ter tentado preservar três elementos criativos da prosa rosiana: as aliterações, as expressões idiomáticas e os “trechos de elevada poesia”. Conseguiu soluções notáveis para alguns desafios. Quando Rosa descreveu os jagunços galopando “feito flecha, feito faca, feito fogo”, Meyer-Clason retratou-os wie der Welle, wie der Wille, wie der Wind [como a onda, como a vontade, como o vento]. Onde Rosa cunhou o advérbio “coraçãomente” – que preferia a “cordialmente”, por julgar que o “coração” na raiz do termo se perdera no uso corriqueiro da língua –, o tradutor saiu-se com herzherzlich. Evitou, com isso, a tradução literal e dicionarizada herzlich para recriar com a duplicação de Herz (coração) o estranhamento introduzido por Rosa.

Nem sempre chegou a uma solução satisfatória. Na notória passagem do início do romance em que Riobaldo enfileira 22 nomes diferentes para o diabo (para depois concluir “Pois, não existe!”), a enumeração de Meyer-Clason se contentou com catorze personificações do mal, incluindo der Pferdefuß (o pé de cavalo), der Schmutzfink (o sujinho) e der Lügenbold (o mentiroso).

De Guimarães Rosa, Meyer-Clason traduziu ainda Corpo de Baile, Primeiras Estórias e Sagarana. O alemão recorria amiúde à ajuda do autor para resolver as dezenas de dúvidas com que se deparava na tradução, como atesta a minuciosa correspondência entre ambos, que se estendeu por uma década e foi lançada em livro em 2003. Meyer-Clason questionava o que era tico-tico, mosca-do-berne, coruja-batuqueira. Na resposta a uma dessas questões, Rosa esclareceu que tatu-galinha era das Neunbindenguerteltier. “Galinha é por causa do gosto da carne”, explicou. “Mas ficava esquisito chamá-lo das Hühnartigschmeckendguerteltier”.

Nas cartas, Rosa se derramou em elogios à tradução. Aprovou as escolhas de Meyer-Clason (“as únicas por que poderíamos segura e auspiciosamente optar”) e considerou seu texto “uma gostosura”. Em mais de uma ocasião, disse que o alemão fizera a tradução definitiva de Grande Sertão, que ele recomendava como referência a quem quisesse vertê-lo para outro idioma. Numa carta de dezembro de 1964, apreciou em conjunto o trabalho de Meyer-Clason e de Edoardo Bizzarri, que traduziu Rosa para o italiano: “[São] traduções superadoras, premiadoras, para a gente ler no Juízo Final.”

Curt Meyer-Clason foi o grande embaixador da literatura brasileira e ibero-americana na Alemanha na segunda metade do século passado. Por seu intermédio, os leitores de língua alemã conheceram Macunaíma: Der Held ohne jeden Charakter, de Mário de Andradee Dona Flor und ihre zwei Ehemänner, de Jorge Amado. A lista de autores traduzidos por ele inclui ainda Eça de Queirós, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Fernando Sabino, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, entre outros. Dentre os hispanófonos, encarregou-se de apresentar a seus conterrâneos Jorge Luis Borges, García Márquez e Pablo Neruda, para citar apenas os três de maior projeção.

Meyer-Clason tornou-se tradutor nos anos 50, quando já era um homem maduro, após temporada de quase duas décadas no Brasil. Compensou sua estreia tardia com um ritmo expedito. Só em 1964, ano em que a Kiepenheuer & Witsch lançou Grande Sertão – ele optou por manter o título em português –, chegaram também às livrarias suas traduções para uma antologia de contos de Machado de Assis, um romance de Clarice Lispector e dois de Jorge Amado. Meyer-Clason morreu em janeiro deste ano, aos 101 anos. AAmazon.de oferece pouco mais de 100 livros traduzidos por ele. A média de mais de um livro traduzido por ano de vida rivaliza com a de Pelé em gols marcados por jogo (0,94).

O alemão manteve-se na ativa até poucos anos antes de morrer. Cultivou vínculo afetivo e intelectual com o Brasil por meio de cartas que trocou com escritores e acadêmicos. O poeta paraense Age de Carvalho, radicado na Europa há 25 anos, foi dos últimos autores brasileiros a ter um livro traduzido por Meyer-Clason, depois que lhe remetera um volume de poemas no fim dos anos 90. “Dias depois, recebi dele uma carta com quinze poemas traduzidos”, contou Carvalho. “Numa segunda carta, uma semana depois, mandou outros tantos.” Uma antologia de poemas de Carvalho traduzidos por Meyer-Clason saiu em 2006, com o título Sangue-Gesang.

O poeta paraense tornou-se amigo do tradutor e frequentou seu apartamento em Munique. Guardou de Meyer-Clason a imagem de um grande admirador do Brasil, que falava do país com respeito e devoção e se identificava com a sua gente. “Ele costumava dizer que se considerava um jagunço, um homem do povo.”

Meyer-Clason nasceu em Ludwigsburg, no sudoeste alemão, em 19 de setembro de 1910. Filho de um oficial do Exército, fez a vida como comerciante, negociando a importação de algodão. Seu ofício o trouxe ao Brasil em 1936, a serviço de uma companhia americana, e foi morar em Porto Alegre. Tinha 31 anos quando, em 1942, foi detido e encaminhado à Delegacia de Ordem Política e Social do Rio Grande do Sul, acusado de participar da rede de espionagem alemã para o Terceiro Reich. Confessou seu envolvimento com o esquema – sob tortura, conforme testemunhou mais tarde. Recebeu do Tribunal de Segurança Nacional uma pena de vinte anos de prisão.

Àquela época, Getúlio Vargas acabara de declarar guerra a Hitler. Os cidadãos alemães vivendo no Brasil foram associados ao nazismo por parcelas da população. Muitos foram presos, acusados de espionagem. Alguns de fato estavam coletando informações estratégicas para a Alemanha, mas não eram espiões profissionais. “Eram imigrantes que, por patriotismo,  achavam que deviam colaborar de alguma forma com o esforço de guerra alemão”, disse a historiadora Priscila Ferreira Perazzo.

Em 1997, a pesquisadora concluiu a análise de documentos da polícia sobre a rede de espionagem alemã no Brasil. Faziam parte do arquivo do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo e haviam se tornado públicos naquela década. Sua pesquisa de mestrado na USP, orientada por Maria Luiza Tucci Carneiro, deu origem ao livro O Perigo Alemão e a Repressão Policial no Estado Novo.

No material estudado por Perazzo, estava a cópia do prontuário de Hans Curt Werner Meyer-Clason reunido pela polícia política do Rio Grande do Sul. O dossiê incluía cartas, fotos e relatórios que esmiuçavam sua vida. A julgar pelos relatos da polícia, o alemão recolhia informações comerciais e econômicas de interesse do Reich. Transmitia-as à embaixada alemã no Rio por uma engenhosa variedade de meios: cartas criptografadas, tinta invisível, microfotos e mensagens de rádio cifradas.

No prontuário havia páginas que apresentavam fotos de Meyer-Clason dispostas com legendas e grafismos, como num álbum de família. As imagens ora mostram-no ao volante de uma baratinha, na praia ao lado de mulheres ou como padrinho de um casamento na Alemanha, sob a rubrica “Vida social de um espião nazista”.

Em vida, Meyer-Clason negou reiteradas vezes ter feito espionagem. Numa reportagem da revista Der Spiegel sobre os documentos estudados por Perazzo, explicou a natureza das mensagens que ele transmitia: “Eram listas publicadas pelos serviços portuários, divulgadas gratuitamente entre todos os exportadores e importadores. Naturalmente, eu as enviava por cabo para o meu parceiro”, disse. “É um procedimento de rotina comercial.”

Até o caso vir à tona na imprensa, Perazzo não sabia que um dos personagens centrais de seu estudo tinha se tornado um tradutor reconhecido. Chegou a lhe enviar uma carta, nunca respondida. “Estou frustrada por não ter podido conversar com ele.”

Meyer-Clason passou cinco anos no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, no litoral fluminense. Foi ali que descobriu a literatura, estimulado por um colega de cárcere. Teve tempo de sobra para se entregar à leitura de romances alemães, franceses, russos e brasileiros. Mais tarde, evocou esse período como uma experiência transformadora em que deixou de ser o rapaz “despreparado e herdeiro dos piores preconceitos familiares” para se tornar um humanista. Numa entrevista em 2001, afirmou: “Em vez de morrer na Europa, entre milhões de jovens de múltiplas gerações, motivados pela obediência, pelo ódio e desespero, meu destino deu-me a graça de aprender e estudar na livre paz dessa ilha beneficiada.”

Ao receber o indulto militar em 1947, morou por alguns anos no Rio de Janeiro, trabalhando com comércio exterior antes de retornar à Alemanha e se estabelecer em Munique em 1954. Em 1969, já tradutor aclamado, recebeu o convite para dirigir o Instituto Goethe, em Lisboa. Fez da instituição um ponto de encontro de escritores e intelectuais, espaço de livre pensar na capital portuguesa que vivia os últimos suspiros da ditadura salazarista. Ficou sete anos em Portugal.

Quando Guimarães Rosa afirmou que a tradução de Meyer-Clason para o Grande Sertão era a definitiva, o alemão reagiu com modéstia. Numa carta de abril de 1965, lembrou que traduções têm prazo de validade e estimou que a sua talvez tivesse uma sobrevida de 35 anos. Para ele, a única coisa que havia de eterno em seu ofício era o caráter irrealizável. Definiu-se como “um maldito iniciado na utopia do ato de traduzir que continuará sendo uma utopia e uma impostura até o dia do Juízo Final”.

Nos últimos anos, a crítica literária tem lançado um novo olhar sobre as traduções de Guimarães Rosa para outras línguas e colocado em perspectiva os elogios feitos por ele aos tradutores. Fabio Cecchetto, pesquisador da Universidade Estadual Paulista, debruçou-se sobre o trabalho de Meyer-Clason em seu mestrado e doutorado. Num artigo de 2010,  concluiu que ele empalideceu alguns elementos metafísicos do romance e deixou sua polifonia em segundo plano, ao privilegiar uma determinada interpretação em detrimento da riqueza de leituras possíveis no texto de Rosa. Em especial, o sertão apareceu ali como mero cenário da trama, deixando de lado sua dimensão metafórica. Com o glossário que acompanhou a tradução, escreveu Cecchetto, Meyer-Clason favoreceu a “noção de um sertão geograficamente localizado, direcionando o olhar do leitor alemão mais no meio físico, em vez de funcionar como uma alavanca que o impulsiona para dentro do texto”.

Nem por isso Cecchetto deixa de ver mérito na tradução. Para ele, as soluções encontradas para as aliterações, ricas sobretudo na primeira metade do romance, são o que há de melhor no texto alemão. “Meyer-Clason teve um trabalho hercúleo”, avaliou. “Enfrentar Grande Sertão é um ato de coragem.”

Em 2011, o filólogo, linguista e tradutor Berthold Zilly cedeu aos apelos do diretor da editora Hanser e assinou um contrato para fazer uma nova tradução para o alemão de Grande Sertão: Veredas. Em 1994, havia lançado uma elogiada tradução de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Depois disso, vertera ainda Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, e Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, entre outros.

Zilly está morando em Florianópolis na condição de professor visitante da Universidade Federal de Santa Catarina. É de sua casa com vista para o mar que ele vai aos poucos atacando o texto de Rosa, escrito originalmente no apartamento de Copacabana do autor brasileiro. Professor aposentado pela Universidade Livre de Berlim, tem dedicado ao trabalho de uma a quatro horas diárias. Nesse ritmo, espera que sua tradução seja lançada em 2015.

“Se alguém visse o que traduzi até agora, ficaria confuso e desesperado”, afirmou Zilly, questionado sobre em que etapa da tradução se encontrava. “Na fase atual, estou produzindo muitas versões de todas as frases. Só mais tarde vou limitar até chegar a uma.” Ele ainda não tem, por exemplo, solução para a abertura do romance – uma frase de uma única palavra do português arcaico (“nonada”) que muitos tomam por um neologismo de Rosa. Zilly tem a convicção de que a segunda parte do título do romance não pode ser descartada na tradução, como fez Meyer-Clason. “Ainda é cedo para discutir, mas minha tendência é propor Der Grosse Sertão: Querungen.

Com sua versão, Zilly espera recuperar um elemento que considera ausente na obra disponível. “Meyer-Clason tem um domínio fantástico da língua alemã, um estilo bom e bonito”, disse. “Ele produziu um texto muito bem legível, mas a originalidade, a novidade estilística em grande parte se perdeu.”

A seu dispor, Zilly tem uma série de facilidades com as quais Meyer-Clason não pôde contar, a começar pela possibilidade de cotejar suas soluções com as de seu antecessor. Conta também com a fortuna crítica sobre a obra de Rosa acumulada em mais de meio século. Dispõe ainda da internet, que lhe permite resolver dúvidas com rapidez.

Devido à escassez de recursos em que se amparar, Meyer-Clason cultivou um estilo de trabalho no qual o diálogo com os autores e outros falantes da língua traduzida muitas vezes tinha papel preponderante sobre as obras de referência. Berthold Zilly contou que, certa vez, levou Meyer-Clason para uma conversa com seus alunos em Berlim. Um deles perguntou-lhe quais dicionários costumava usar. “Ele deu uma resposta antológica”, contou Zilly: “Eu não uso dicionários. Os dicionários é que me usam.”

Bernardo Esteves

Repórter da piauí desde 2010, é autor do livro Domingo é dia de ciência, da Azougue Editorial

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