Em meio a um bombardeio de críticas, Hélio Pellegrino elogiou <i>Terra em Transe</i>: era a “honrada confissão do impasse” de um país onde as soluções de compromisso falharam
Ver dados da foto Em meio a um bombardeio de críticas, Hélio Pellegrino elogiou Terra em Transe: era a “honrada confissão do impasse” de um país onde as soluções de compromisso falharam FOTO: LUIZ CARLOS BARRETO_1967

O massacre de maio

A estreia de Terra em Transe, há cinquenta anos
Eduardo Escorel
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Em meio a um bombardeio de críticas, Hélio Pellegrino elogiou Terra em Transe: era a “honrada confissão do impasse” de um país onde as soluções de compromisso falharam FOTO: LUIZ CARLOS BARRETO_1967

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“Hoje, às 20h30m, no Museu da Imagem e do Som, o debate sobre Terra em Transe. Os debatedores serão solicitados a deixar as armas na portaria.”

A nota sarcástica, publicada no Jornal do Brasil no dia 16 de maio de 1967, exprimia bem a polarização de opiniões provocada por Terra em Transe desde a estreia do filme, no dia 3, no Festival de Cannes. O antagonismo ganhara intensidade na segunda semana do mês, quando o terceiro longa-metragem de Glauber Rocha, na época com 28 anos, foi lançado em dez cinemas no Rio de Janeiro.

No mesmo dia em que ocorreria o debate no MIS, Nelson Rodrigues publicou uma crônica que acirrou os ânimos ainda mais. O escritor contou no Correio da Manhã que, durante a sessão em que assistiu a Terra em Transe, cochichou para um amigo: “Que mistificação! Que mistificação!” Nelson não gostou “de nada”. Ou melhor: ficou maravilhado com a cena “em que dão a palavra ao Povo”.

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