"Eu trabalho e me relaciono com muita gente, de mamando a caducando", diz Francisco Soares Brandão, o dono da FSB. Foi no governo de Sérgio Cabral que a maior agência de comunicação do país deu o grande salto: hoje tem 700 funcionários
Ver dados da foto "Eu trabalho e me relaciono com muita gente, de mamando a caducando", diz Francisco Soares Brandão, o dono da FSB. Foi no governo de Sérgio Cabral que a maior agência de comunicação do país deu o grande salto: hoje tem 700 funcionários ILUSTRAÇÃO: CAIO BORGES_ESTÚDIO ONZE_2015

O sujeito oculto

Como as agências de comunicação cultivam relações com jornalistas, fazem o lobby dos governos e da iniciativa privada, e influenciam o que é publicado na imprensa
Luiz Maklouf Carvalho
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"Eu trabalho e me relaciono com muita gente, de mamando a caducando", diz Francisco Soares Brandão, o dono da FSB. Foi no governo de Sérgio Cabral que a maior agência de comunicação do país deu o grande salto: hoje tem 700 funcionários ILUSTRAÇÃO: CAIO BORGES_ESTÚDIO ONZE_2015

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“Alô, de onde fala?”

“Da FSB.”

“Faca, sapo, bola?”

“Não. Francisco Soares Brandão.”

FSB é um senhor baixinho e grisalho de 66 anos, expressão ranzinza e óculos redondos de aro vermelho que lhe conferem um ar de publicitário dos anos 80. Sentado à cabeceira de uma grande mesa de reuniões, não achou graça ao ouvir do repórter a menção ao telefonema do “faca, sapo, bola”. Limitou-se a explicar que, diante de perguntas do gênero, as telefonistas são orientadas a responder com o seu nome. “Na FSB, tudo tem orientação”, disse o dono das consoantes. “Eu sou um sujeito obsessivo com a organização, não teria feito esse negócio se não fosse.”

“Esse negócio”, que este ano completa 35 anos, é a maior agência de comunicação do Brasil. Tem cerca de 700 funcionários e 200 clientes, entre os quais meia dúzia de ministérios, estatais como a Petrobras, os governos estadual e municipal do Rio, além de algumas outras prefeituras, como a de Campinas, e dezenas de grandes empresas do setor privado. Sua sede de 1 200 metros quadrados fica em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a duas quadras da praia. Tem filiais em São Paulo e Brasília (a de Belo Horizonte irá fechar no final do ano), além de um escritório em Nova York. Faturou declarados 201 milhões de reais no ano passado – mais da metade no setor público –, um crescimento de 25% em relação a 2013. Neste atrapalhado 2015, estima crescer uns 15%.

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