Estreante na Copinha, o Esporte Clube Timon levou 85 horas para chegar ao interior de SP. O ônibus que transportava os jogadores quebrou em Goiás, deixando-os na mão por quase dois dias. A descoberta de um riacho ajudou a driblar o tédio
Ver dados da foto Estreante na Copinha, o Esporte Clube Timon levou 85 horas para chegar ao interior de SP. O ônibus que transportava os jogadores quebrou em Goiás, deixando-os na mão por quase dois dias. A descoberta de um riacho ajudou a driblar o tédio FOTO: FÁBIO FUJITA_2017

A odisseia do Timon

As agruras de uma equipe do Nordeste para chegar à Copa São Paulo
Fábio Fujita
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Estreante na Copinha, o Esporte Clube Timon levou 85 horas para chegar ao interior de SP. O ônibus que transportava os jogadores quebrou em Goiás, deixando-os na mão por quase dois dias. A descoberta de um riacho ajudou a driblar o tédio FOTO: FÁBIO FUJITA_2017

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Oembarque está marcado para as oito da noite. Cinco minutos antes, o ônibus que fará o trajeto entre Timon, na divisa do Maranhão com o Piauí, e Urupês, ao norte do estado de São Paulo, já está com o motor ligado. Mas nenhum atleta do Esporte Clube Timon aparece no horário. Sentado num banco da pracinha defronte à igreja, o presidente da agremiação, Raimundo Leal Silva Filho, aguarda irrequieto enquanto observa o ônibus à espera de passageiros. O Timon participará pela primeira vez da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o maior torneio do país para atletas da categoria Sub-20, que têm ou terão no máximo 20 anos em 2018.

Leal está irritado com a falta de disciplina dos garotos. Gesticulando, diz que o clube precisa agendar seus compromissos para duas horas antes do horário oficial, porque os prazos nunca são cumpridos. Ele não viajaria com a delegação naquela noite de 27 de dezembro. Pegaria um avião para São Paulo no dia 2 de janeiro, véspera da partida de estreia contra o Clube Atlético Votuporanguense. Dono de uma churrascaria, hoje sua principal fonte de renda, Leal não pode deixar de trabalhar nos últimos dias do ano.

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