Para eles, cobrir a cabeça era um gesto feminista, porque deixava claro que a mulher exigia respeito: com ela não ocorriam mal-entendidos
Ver dados da foto Para eles, cobrir a cabeça era um gesto feminista, porque deixava claro que a mulher exigia respeito: com ela não ocorriam mal-entendidos ILUSTRAÇÃO: ANNA PARINI

Sem lenço, sem documento

A Turquia moderna e eu
Elif Batuman
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Para eles, cobrir a cabeça era um gesto feminista, porque deixava claro que a mulher exigia respeito: com ela não ocorriam mal-entendidos ILUSTRAÇÃO: ANNA PARINI

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Em 1924, um ano depois de fundar a República da Turquia sobre as ruínas do Império Otomano, Mustafá Kemal Atatürk, o novo líder do país, aboliu o Califado Otomano, o único califado islâmico sunita remanescente desde 1517. Atatürk introduziu uma Constituição secular e códigos civis e penais de molde ocidental, fechou os alojamentos dos dervixes e as escolas religiosas, aboliu a poligamia, instaurou o casamento civil e criou um concurso nacional de beleza. E também garantiu às mulheres o direito de votar e de se candidatar a cargo eletivo, o direito à propriedade e ao posto de juiz da Suprema Corte. O uso do lenço na cabeça foi desestimulado. A “lei do chapéu”, de 1925, proibiu o turbante e o fez (o chapeuzinho cônico em geral vermelho): os homens só poderiam usar chapéus à moda ocidental. A escrita árabe otomana foi substituída pelo alfabeto latino, e a própria língua foi “purgada” de elementos árabes e persas.

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