Em qualquer crime, há um núcleo duro de personagens: criminoso e vítima, e por vezes policiais, peritos e testemunhas. Acusação, defesa, juiz. Nos crimes célebres, há a imprensa
Ver dados da foto Em qualquer crime, há um núcleo duro de personagens: criminoso e vítima, e por vezes policiais, peritos e testemunhas. Acusação, defesa, juiz. Nos crimes célebres, há a imprensa FOTO: NILTON FUKUDA_ESTADÃO CONTEÚDO

Um crime célebre

Como o assassinato de Marcos Matsunaga caiu em domínio público
Paula Scarpin
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Em qualquer crime, há um núcleo duro de personagens: criminoso e vítima, e por vezes policiais, peritos e testemunhas. Acusação, defesa, juiz. Nos crimes célebres, há a imprensa FOTO: NILTON FUKUDA_ESTADÃO CONTEÚDO

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Acâmera do sistema interno de segurança capta uma mulher jovem, magra e de cabelos descoloridos que puxa a porta do elevador, mantendo-a aberta com uma das três malas pesadas de viagem que traz consigo. Depois de empurrar as outras duas para dentro, ela entra e puxa a terceira, liberando a porta. A cena trivial foi exaustivamente exibida na televisão, e a probabilidade de que alguém, vivendo no Brasil neste começo de século, não saiba do que se trata é pequena. Conhecemos o conteúdo daquelas malas, quem é aquela mulher e por que, apesar de não ter traços orientais, seu sobrenome mais conhecido é de origem japonesa.

O assassinato de Marcos Matsunaga pela esposa Elize, em 19 de maio de 2012, um sábado, é um crime sem testemunhas. Sabe-se que ela voltara de viagem naquela tarde, depois de três dias visitando a avó doente na minúscula Chopinzinho, no Paraná, onde nasceu. Queria que a senhora conhecesse sua filhinha, Helena, que havia acabado de completar um ano. A babá, Mauricéia dos Santos, tinha ido junto. Marcos foi buscá-las no aeroporto, e, por imagens do sistema de segurança, sabemos que os quatro chegaram ao apartamento no final da tarde. Também por cenas gravadas sabemos que Mauricéia foi embora pouco depois, assim que, segundo relato próprio, deu banho na criança e a colocou no berço. Pela câmera interna, fomos informados de que o casal pediu uma pizza, que Marcos desceu sozinho para buscá-la, que estava irritado, pois chutou o elevador.

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