questões de direito animal

A viagem das elefantas

A trajetória de Maia e Guida do circo ao santuário

Roberto Kaz
Em 2010, Maia e Guida se exibiram pela última vez no Circo Portugal, ao som de uma música indiana, montadas por duas mulheres e seguidas por um grupo fantasiado de Ali Babá. Depois viveram num zoológico, numa fazenda ─ onde foram acorrentadas ─ e, finalmente, no santuário. “Agora elas podem ser elefantes”, diz Scott Blais
Em 2010, Maia e Guida se exibiram pela última vez no Circo Portugal, ao som de uma música indiana, montadas por duas mulheres e seguidas por um grupo fantasiado de Ali Babá. Depois viveram num zoológico, numa fazenda ─ onde foram acorrentadas ─ e, finalmente, no santuário. “Agora elas podem ser elefantes”, diz Scott Blais FOTO: AP PHOTO_ERALDO PERES_2016

Scott Blais estendeu a corrente presa ao braço direito da elefanta Maia. “Pode ir, Maia”, comentou, em inglês, com a voz mansa de quem fala com um animal de estimação. A elefanta andou 10 metros pelo campo de terra até entrar em um contêiner de aço, onde havia metade de uma melancia, prontamente devorada. “Boa menina!”, prosseguiu Blais, animado. “Agora fique aí dentro por dez minutos para se acostumar.” Maia passou a explorar cada detalhe da caixa com a ponta da tromba.

Era uma sexta-feira de outubro do ano passado, numa fazenda em Paraguaçu, município de 20 mil habitantes no sul de Minas Gerais. Blais, um americano especializado no manejo de elefantes, havia chegado ao local quatro dias antes para comandar a equipe que transportaria Maia e uma segunda fêmea chamada Guida pelos 1 600 quilômetros que as separavam de um santuário em Mato Grosso. Ele estava acompanhado de um biólogo, de duas veterinárias e de Junia Machado, que preside o santuário.

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Roberto Kaz

Roberto Kaz

Roberto Kaz, repórter da piauí, é autor do Livro dos Bichos, pela Companhia das Letras

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