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Com primeiro lote da CoronaVac, só 4% do grupo prioritário no Brasil será vacinado

Amanda Gorziza e Renata Buono
26jan2021_09h42

A vacinação contra a Covid-19 no Brasil começou, mas o número insuficiente de imunizantes para atender a toda a população e a falta de datas delimitadas para cada fase da vacinação são problemas a serem enfrentados. Com o primeiro lote de vacinas da CoronaVac, apenas 4% do grupo prioritário no Brasil poderá ser vacinado. Das 68,8 milhões de pessoas que compõem os grupos prioritários estabelecidos no Plano Nacional de Imunização, só 2,8 milhões serão atendidas por esse primeiro lote. Considera-se no cálculo uma porcentagem de vacinas que pode ser perdida durante a operação de logística.

A partir de sexta-feira (22), o Brasil passou a contar com mais 6,8 milhões de doses: 2 milhões da vacina Oxford/AstraZeneca importadas da Índia e 4,8 milhões da CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan. Ou seja, agora o Brasil passa a ter 12,8 milhões de doses de imunizantes para enfrentar a pandemia. Mas ainda é muito longe do ideal para conseguir vacinar todo o grupo prioritário.

O principal impasse do país era a importação dos insumos da China para a realização das vacinas, tanto do Instituto Butantan, quanto da Fiocruz. De acordo com anúncio feito nesta segunda-feira (25) pelo presidente Jair Bolsonaro, a China liberou a compra de 5,4 mil litros de insumos para a produção da CoronaVac. O material deve chegar no final de semana. 

O caminho até a imunização de rebanho é longo – e vai demorar. Por isso, especialistas alertam que o início da vacinação não deve desestimular os brasileiros em relação aos cuidados preventivos, como a utilização da máscara, higienização com álcool em gel e distanciamento social. 

Fonte: Ministério da Saúde



Amanda Gorziza (siga @amandalcgorziza no Twitter)

Estagiária de jornalismo na piauí

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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