=igualdades

Em 2020, Brasil perdeu 1,4 milhão de postos de trabalho domésticos

Luigi Mazza, Marcos Amorozo e Renata Buono
13nov2020_19h05

Faxineiras, empregadas e profissionais do serviço doméstico foram alguns dos primeiros a serem dispensados quando a pandemia chegou ao Brasil. O contingente de trabalhadores dessa área diminuiu drasticamente desde então: de março a agosto, o número de brasileiros que trabalham com serviços domésticos diminuiu em 1,4 milhão. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua trimestral, do IBGE.

A crise atingiu tanto os empregos informais quanto os formais. Desde março, o Brasil fechou 897 mil vagas de trabalho com carteira assinada. Esse é o saldo das 8,4 milhões de demissões e as 7,5 milhões de admissões que ocorreram nesses sete meses.

Alguns estados foram mais impactados do que outros. A situação pesou para o lado do Rio de Janeiro, sobretudo. O estado fechou 173 mil vagas de emprego desde março. Proporcionalmente, foram 996 postos de trabalho fechados por 100 mil habitantes. É a maior taxa dentre todos os estados brasileiros. Minas Gerais perdeu 315 vagas de emprego por 100 mil habitantes – ou seja, os fluminenses perderam o triplo de empregos que os mineiros.

Fontes: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged); IBGE.



Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Repórter da piauí, produtor da rádio piauí e diretor do podcast Foro de Teresina

Marcos Amorozo

Estagiário de jornalismo na piauí

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

Leia também

Últimas Mais Lidas

Marcadores do destino

Marcadores presentes no sangue podem aumentar ou diminuir os riscos do paciente infectado pela Covid-19 em desenvolver casos graves da doença

De puxadinho da Universal a queridinho da direita

No espaço deixado pelo PSL, Republicanos dobra número de prefeitos e se torna partido com mais vereadores eleitos em capitais

Foro de Teresina #128: As urnas, o racismo e o vírus

O podcast de política da piauí discute os principais fatos da semana

Teatro político

Ricardo Nunes, vice da chapa de Bruno Covas, faz encontro em teatro que recebeu repasse de 150 mil reais autorizado pela prefeitura de São Paulo

Confiança no SUS tem crescimento recorde na pandemia

Pesquisa inédita do Ibope mostra que, em 2020, a população passou a confiar mais em quase todas as instituições – menos no presidente e seu governo

Virada eleitoral: missão (im)possível?

Só uma em cada quatro disputas de segundo turno teve reviravolta em relação ao primeiro nas últimas seis eleições municipais

Mais textos
3

Na cola de quem cola

A apoteose da tecnologia e o adeus aos estudos

6

A Arquiduquesa da canção e do escracho

Algum jovem, bem jovem mesmo, que por ventura me leia neste momento, não há de saber quem foi “Araca, a Arquiduquesa do Encantado”, estou certa? Assim era chamada a cantora favorita de Noel Rosa e tantos outros, a super Aracy de Almeida. Mulher absolutamente singular em sua figura e trajetória.

7

Janelas para o passado

Vêm da Inglaterra iniciativas interessantes lançadas na internet esta semana que ajudam a entender melhor duas civilizações antigas. Um projeto disponibiliza na rede fragmentos de papiros egípcios da época da ocupação grega, incluindo textos de Platão, Heródoto e Epicuro, e convida os internautas para ajudar a decifrá-los. Foi inaugurada também uma biblioteca digital de manuscritos de Avicena e outros nomes da medicina árabe do período medieval.

8

Miriam

Miriam, a mulher com um problema na garganta

9

PMDB decide apoiar Obama e Raúl Castro

"Abaixo o capitalismo e o socialismo! Viva o fisiologismo!", discursou Temer