=igualdades

Em cinco anos, apreensões de cocaína triplicaram de tamanho no Brasil

Luigi Mazza, Marcos Amorozo e Renata Buono
22out2020_09h30

Desde 2014, a quantidade de cocaína apreendida pela Polícia Federal no Brasil triplicou. Naquele ano, os agentes recolheram 33,9 toneladas de cocaína em todo o país. O volume cresceu continuamente nos anos seguintes. Em 2019, as apreensões já somavam 104,6 toneladas.

Grande parte da cocaína que passa pelo Brasil tem como destino a Europa e é transportada por vias marítimas. Os portos são um ponto estratégico na rota do tráfico. Nos últimos dez anos, houve um crescimento expressivo das apreensões de cocaína feitas pela PF nos portos. Em 2010, foram confiscadas 4 toneladas da droga. O volume saltou para 15,1 toneladas em 2016. Em 2018, já eram 32,3 toneladas. No ano passado, foram apreendidas 66,7 toneladas.

As maiores apreensões acontecem, naturalmente, no maior porto brasileiro: o Porto de Santos. Em 2018, a PF confiscou ali 23,8 toneladas de cocaína – o dobro do que foi apreendido em toda a Argentina, naquele ano. Em 2020, as apreensões continuam em alta: de janeiro a setembro, 14,1 toneladas de cocaína que passaram por Santos acabaram nas mãos da PF. É mais do que um terço do que foi apreendido em todos os portos, nesse mesmo período.

Fonte: Polícia Federal (PF).



Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Repórter da piauí, produtor da rádio piauí e diretor do podcast Foro de Teresina

Marcos Amorozo

Estagiário de jornalismo na piauí

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

Leia também

Últimas Mais Lidas

Virada eleitoral: missão (im)possível?

Só uma em cada quatro disputas de segundo turno teve reviravolta em relação ao primeiro nas últimas seis eleições municipais

Parente é serpente, visse!

Disputa ferrenha no Recife expõe influência da viúva de Eduardo Campos na campanha do filho João; aliança pró-Marília Arraes reúne de Lula a figuras próximas do bolsonarismo

A morte de um cinema de rua

Empresário que administrou por dez anos o Cine Joia, em Copacabana, relata crise que levou o cinema a fechar as portas após oito meses de pandemia

Assassinato no supermercado

Inépcia e inoperância do governo federal desautorizam expectativas favoráveis em qualquer frente - inclusive no audiovisual

Derrota por correspondência

Filho de imigrantes brasileiros, gay e conservador, o republicano George Santos já se considerava eleito deputado federal por Nova York – até chegarem os votos retardatários pelos correios

O novo Tio Sam e o Brasil

Biden terá que reatar tratados e rever estratégia de acordos bilaterais; guerra comercial é desastre para exportações brasileiras

Foro de Teresina ao vivo no segundo turno

Saiba como acompanhar a transmissão

Mais textos