=igualdades

Em Duque de Caxias, os mais pobres estão mais longe de Unidades Básicas de Saúde que os mais ricos

Amanda Gorziza, Daniel T. Ferreira, Pedro Siemsen e Renata Buono
22abr2021_09h17

O apartheid sanitário em tempos de pandemia se agrava com a maior dificuldade de acesso a serviços de saúde em alguns locais. Em Duque de Caxias, entre os 10% mais ricos, 65% estão a 30 minutos ou menos de caminhada de uma Unidade Básica de Saúde. Já entre os 10% mais pobres da cidade, apenas 34% estão a menos de meia hora do atendimento básico de saúde.

Desde o início da campanha de vacinação contra a Covid-19 em Duque de Caxias, o processo tem sido marcado por confusões e aglomeração na fila da vacina. Na terça-feira (20), a aplicação da segunda dose da vacina em idosos na Praça de Imbariê teve mais de mil pessoas aglomeradas, mas apenas 500 doses distribuídas. A falta de imunizantes revoltou quem aguardava. Há idosos que estão esperando há mais de um mês para tomar a vacina.

Fonte: Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), compilados pelo Pindograma



Amanda Gorziza (siga @amandalcgorziza no Twitter)

Estagiária de jornalismo na piauí

Daniel T. Ferreira (siga @pindograma no Twitter)

É editor-chefe do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de História na Universidade de Stanford.

Pedro Siemsen (siga @pedrosgiestas no Twitter)

É fundador do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de história na Universidade de Columbia, em Nova York

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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