=igualdades

Em Porto Alegre, um morador de bairro periférico passa mais tempo exposto à pandemia para chegar ao trabalho de ônibus

Amanda Gorziza, Daniel T. Ferreira, Pedro Siemsen e Renata Buono
21abr2021_09h41

Em Porto Alegre, no bairro popular da Restinga, localizado no extremo sul da cidade, uma viagem de 30 minutos de ônibus leva um morador a apenas 0,5% dos locais de trabalho da cidade. Com o mesmo tempo, um habitante do Moinhos de Vento, bairro de classe alta, consegue chegar a 43,4% dos locais de trabalho do município.

Quem está mais exposto ao vírus são as pessoas que têm que sair diariamente para trabalhar. Em novembro de 2020, a cada 100 brasileiros ocupados, 86 trabalhavam presencialmente. E são os moradores das periferias que têm que passar mais tempo no trajeto até o trabalho.

Em entrevista à piauí, a paulista Ieda Cristina Mandelli, motorista de ônibus, disse que com o transporte muitas vezes lotado, manter o distanciamento desejado é impraticável. E há passageiros que insistem em não usar máscara.

Fonte: Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), compilados pelo Pindograma



Amanda Gorziza (siga @amandalcgorziza no Twitter)

Estagiária de jornalismo na piauí

Daniel T. Ferreira (siga @pindograma no Twitter)

É editor-chefe do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de História na Universidade de Stanford.

Pedro Siemsen (siga @pedrosgiestas no Twitter)

É fundador do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de história na Universidade de Columbia, em Nova York

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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