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Foro ao vivo no 2º turno: o que concluir das eleições

Podcast de política da piauí fez um balanço do resultado das eleições municipais; a íntegra do programa ao vivo está disponível no YouTube

30nov2020_13h35
ILUSTRAÇÃO: CARVALL

O Foro de Teresina fez uma transmissão ao vivo neste domingo (29), durante a apuração dos votos do segundo turno das eleições municipais. Ao final do programa, Fernando de Barros e Silva, José Roberto de Toledo, Malu Gaspar e Thais Bilenky fizeram um balanço dos resultados da votação. Discutiram o que será da esquerda daqui em diante e como o crescimento do Centrão pode impactar o equilíbrio de forças no governo Bolsonaro – e que reflexos isso poderá ter até 2022.

Esse saldo geral da eleição já está disponível nos tocadores de podcast e no site da piauí:

Assim como no primeiro turno, o programa foi transmitido ao vivo a partir das 17 horas, quando a votação foi concluída na maior parte do país. O trio de apresentadores recebeu uma série de convidados para discutir o significado dessas eleições e como elas devem transformar o quadro partidário no Brasil. A íntegra da live, que se estendeu por pouco mais de quatro horas, está disponível no YouTube.

“A esquerda saiu derrotada dessa eleição, e o PT deve ir para o divã”, concluiu Fernando de Barros e Silva, apresentador do Foro. “A direita se saiu fortalecida, ainda que fragmentada. E o Centrão, daqui em diante, pode servir tanto de massa de apoio para o Bolsonaro como pode deixá-lo em maus lençóis. Ainda vamos assistir ao desenrolar disso nos próximos meses.”



Para Thais Bilenky, repórter da piauí, o encolhimento do PT deve fazer com que o partido fique ainda mais centralizado na figura do ex-presidente Lula. “É uma situação difícil, porque agora o partido quase não tem base de sustentação fora essa polêmica em torno do Lula, de quem gosta e quem não gosta dele. Derretido na esfera municipal, o PT vai ficar mais personalista do que já era.”

Malu Gaspar, repórter da piauí, chamou atenção para a troca de acenos entre Bruno Covas (PSDB) e Eduardo Paes (DEM), prefeitos eleitos de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. “O Covas defendeu a ciência no seu discurso de vitória, e o Paes parabenizou o Covas. O Rodrigo Maia estava no palco do Paes, e o Doria, no palco do Covas”, destacou. “Parece ter havido uma espécie de aceno entre DEM e PSDB. Acho que essas duas forças vão caminhar juntas de alguma forma até a eleição de 2022.”

Analisando o saldo dos partidos que saíram vitoriosos da eleição, José Roberto de Toledo, editor-executivo do site da piauí, avaliou que há dois blocos de legendas se formando no Brasil. “DEM, PSDB e MDB, juntos, têm uma presença municipal forte o bastante para tentar alavancar uma candidatura em 2022. Não sei se vai ser a candidatura do Doria, mas o fato é que eles têm estrutura. De outro lado, Progressistas, PSD, Republicanos e partidos menores do Centrão podem, se quiserem, servir de base para a candidatura de reeleição do Bolsonaro. O que está em aberto, neste momento, é se eles vão querer fazer isso.”

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