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Foro de Teresina #6: O aborto na eleição, os paradoxos de Marina e a absolvição de Gleisi

O podcast de política da piauí debate o impacto da descriminalização do aborto na Argentina sobre as eleições brasileiras, as contradições de Marina Silva e o revés da Lava Jato no caso Gleisi Hoffmann

21jun2018_17h28
A pauta da descriminalização do aborto, que paralisou a Argentina no início do mês, pode ainda reverberar na política brasileira.
A pauta da descriminalização do aborto, que paralisou a Argentina no início do mês, pode ainda reverberar na política brasileira. ILUSTRAÇÃO: PAULA CARDOSO

Nesta semana, o Foro de Teresina começa debatendo a descriminalização do aborto na Argentina e as possíveis repercussões do tema na campanha presidencial brasileira; no segundo bloco, o programa discute as contradições que envolvem a candidatura de Marina Silva à Presidência; no terceiro segmento, comentamos o que representa para a Lava Jato a absolvição, pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, denunciados por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Bloco 1 – A “maré verde” do aborto
A Câmara de Deputados da Argentina aprovou na semana passada a descriminalização do aborto até a 14ª semana de gestação. A decisão se dá em meio a imensas manifestações de rua promovidas pelas mulheres argentinas – a “marea verde”, nome que faz alusão aos lenços usados pelas participantes.  No Brasil, o tema é praticamente um tabu entre os candidatos à Presidência. O crescimento do eleitorado evangélico e a onda conservadora no país representaram nos últimos anos um retrocesso na discussão sobre o assunto.

Aqui você pode conferir a resposta da então ministra da Pesca e Agricultura do primeiro governo Dilma, Ideli Salvatti, sobre a legalização do aborto, em entrevista à revista Marie Claire, em 2011.

Bloco 2: Os paradoxos de Marina
Embora seja vice-líder das pesquisas quando Lula é retirado da corrida eleitoral, Marina Silva não é vista como uma candidata muito viável no mundo político.  Contra ela, pesam a sua esquálida base partidária, o pouco tempo que terá na propaganda eleitoral da tevê e a ausência de palanques estaduais fortes para alavancá-la. Por outro lado,  Marina passou incólume pela Lava Jato e tem feito acenos claros ao mercado.



Aqui você pode acessar a entrevista concedida pelos economistas André Lara Resende e Eduardo Giannetti, colaboradores da campanha de Marina, ao jornal Valor Econômico.

Bloco 3: Gleisi e a Lava Jato
Em votação realizada esta semana, a 2ª Turma do STF absolveu a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e seu marido e ex-ministro, Paulo Bernardo, de denúncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão pode representar um revés mais duro para a Lava Jato, que no entanto ainda conta com amplo respaldo popular. No final de maio, um grupo de deputados pediu a criação de uma CPI das delações premiadas e, na semana passada, o STF proibiu a condução coercitiva de réus e investigados para depoimentos.

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Ficha técnica:
Apresentação: Fernando de Barros e Silva, José Roberto de Toledo e Malu Gaspar
Direção: Paula Scarpin
Produção: Luiza Miguez, Luigi Mazza
Edição: Filipe Di Castro
Finalização e mixagem: João Jabace
Música tema: Wânya Sales e Beto Boreno
Identidade visual: João Brizzi
Ilustração: Paula Cardoso
Distribuição: Kellen Moraes, Luigi Mazza e Yasmin Santos
Gravado no estúdio da Rádio Batuta, no Instituto Moreira Salles

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