Capitão Schettino é o novo porta-voz da Infraero

20jan2012_14h12

GUARULHOS – Depois de fazer uma avaliação da semana corrente, na qual 28 japoneses morreram desidratados no Terminal 2 de Viracopos, sete alemães desapareceram no poço do único elevador em operação do Tom Jobim e uma senhora pequenina do Gabão foi engolida pela escada rolante de Confins, a Infraero publicou uma diretiva para moralizar a situação aeroviária do país: todos os pedidos de esclarecimento devem ser doravante encaminhados ao capitão do navio Costa Concórdia, Francesco Schettino. "Acreditamos que Schettino seja a pessoa correta para representar a imagem da nova Infraero", declarou Antonio Gustavo Matos do Vale, presidente da agência, enquanto tentava se esquivar de um urubu que mora ao lado do portão R3 do aeroporto de Brasília.

Dizendo-se especialista em naufrágios, Schettino aceitou a missão depois de alguma hesitação. Seu primeiro objetivo será submeter os aeroportos brasileiros a um choque de ordem, de maneira a evitar filas, atrasos e demais inconveniências. "Ficarei no terminal de aviação privada e comandarei todas as ações desde a cabine do meu Lear Jet", disse, garantindo que, em caso de acidente, poderá ser facilmente encontrado no Chile.

Passageiros do voo TAM que ficaram dezoito horas presos no Galeão tentaram se comunicar com Schettino. Segundo relatos de várias testemunhas, o capitão foi extremamente solícito e eficiente, tendo exigido que mulheres e crianças recebessem um lanchinho assim que o capitão da aeronave terminasse de comer a única refeição de bordo. Schettino também teve o cuidado de acomodar todos os passageiros nos corredores abandonados do Terminal 1, de modo a que a tripulação pudesse se desestressar nas poltronas do avião. 

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