Ana de Hollanda ganha espaço depois de receber apoio do irmão

23mar2012_17h33

BUDAPESTE – Foi entregue ontem à presidenta Dilma Rousseff o manifesto contra a permanência de Ana de Hollanda à frente do Ministério da Cultura. Assinado pela quase totalidade dos cineastas, artistas plásticos, dramaturgos, artistas de tevê, ceramistas, DJs, críticos, praticantes de jongo da Serrinha, filósofos, cantores líricos, ex-ministros da Cultura, gente que mexe com vídeo, senhoras da terceira idade que fazem escultura em papier machê e sambistas do país, o texto, segundo avaliação de diversos políticos da base aliada, teria tornado a situação da ministra praticamente insustentável.

Segundo relato de fonte próxima ao Planalto, a presidenta estava prestes a exonerar Ana de Hollanda quando um funcionário da Sedex bateu na porta de seu gabinete dizendo trazer uma correspondência do Rio de Janeiro. Depois de assinar o protocolo, Dilma abriu o envelope e foi imediatamente acometida por uma crise de sudorese. Era um bilhete de Chico Buarque, escrito à mão no verso do papel de embrulho da padaria Talho Capixaba, no qual o compositor expunha todas as razões para a permanência da irmã no cargo: “Ana é legal”, argumentou Chico.

A notícia se espalhou com velocidade impressionante, e trinta minutos depois os primeiros signatários do manifesto começaram a se retratar publicamente.

Em longo e erudito ensaio publicado às pressas em edição extraordinária da revista Novos Estudos do Cebrap, a filósofa Marilena Chauí fez uma severa autocrítica, na qual atribui ao neoliberalismo, a José Serra e a um torresminho que lhe foi servido num grupo de estudos sobre Gramsci toda a responsabilidade por haver duvidado da capacidade administrativa de Ana de Hollanda. Em extensa nota de pé de página, a filósofa aproveita para fazer um douto estudo comparativo entre a argumentação de Chico Buarque e o 18 Brumário de Marx, na qual afirma que “a lógica implacável de Chico adensa e problematiza a dialética de Karl.”

Em filme dirigido por Fernando Meirelles, a atriz Fernanda Montenegro cai de joelhos sobre o milho e durante lancinantes trinta e oito minutos recita os versos de “Cálice” com três bolas de gude na boca. Ao final, Meirelles vem para a frente da câmera e, aos prantos, pede à grande atriz que o ofenda verbalmente.

Em vídeo no Youtube, Regina Duarte declara que está com medo de si mesma. Lázaro Ramos é trazido à frente da atriz e, apavorado, se põe imediatamente a gritar. Entre tapas, os dois disputam quem é mais vil. Lázaro insiste que não passa de um cão, enquanto Regina afirma que merece terminar a carreira na RedeTV!.

Por decisão conjunta da presidenta Dilma Rousseff, da base aliada, da oposição e de todos os presidentes do Mercosul, Ana de Hollanda não só manterá o cargo como acumulará os ministérios da Economia, Transportes, Relações Exteriores, Defesa e Integração Social.

Até o fechamento deste Herald, não pode ser confirmada a informação de que o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, virtual candidato republicano à presidência dos EUA, teria convidado Ana de Hollanda para compor a sua chapa. As especulações começaram a circular depois de Romney encerrar um comício no Arkansas cantando “What humble people, it gives me the urge to cry.”

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