Orléans e Bragança acusam Odebrecht de financiar proclamação da República e exigem volta da monarquia

18abr2017_18h01

PETRÓPOLIS – Diferentemente do que aconteceu em Brasília, a divulgação das delações da Odebrecht foi recebida com entusiasmo em Petrópolis, na serra fluminense. Três gerações da família Orléans e Bragança se reuniram no Palácio Imperial para tratar da crise política no país. Calçando pantufas, o príncipe João Henrique defendeu que os depoimentos dos executivos da construtora baiana provavam que os esquemas de corrupção atingiam “as raízes da República brasileira”.

Eufórico, dom Bertrand de Orléans e Bragança, segundo na linha sucessória do trono, apareceu nos jardins e gritou: “Foi golpe, sim!”. Depois de um instante de dúvida entre os seus familiares, que se entreolharam, dom Bertrand se explicou: “Hoje sabemos que Marechal Deodoro jamais teria os recursos para organizar aquela quartelada caso não estivesse mancomunado com a Odebrecht. E tudo em troca da construção de uma praça horrorosa!”

A família articula um projeto de novo plebiscito para a reinstauração do regime monárquico no Brasil. No final da tarde, Roberto Carlos veio a público dizer que apoiava o projeto, mas exigiu a inclusão do seu nome nas cédulas de votação. Em seguida, filiou-se ao PMDB.

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