Bolsonaro propõe anistia ampla e irrestrita ao que foi dito nos debates

23ago2018_17h58
Bolsonaro também estuda baixar um ato institucional permitindo que Paulo Guedes o represente nos próximos debates
Bolsonaro também estuda baixar um ato institucional permitindo que Paulo Guedes o represente nos próximos debates

COMISSÃO DA MEIA VERDADE – “É um projeto em que todo mundo sai ganhando”, disse o presidenciável Jair Bolsonaro, em coletiva de imprensa realizada num posto Ipiranga construído sobre o terreno do antigo DOI-CODI. “Ninguém vai falar mais da falta de elegância do Ciro, da falta de carisma do Alckmin e da falta de educação da Marina, que deu um pito num candidato homem que nem lembro mais quem era.”

Bolsonaro se referia ao projeto que acaba de apresentar, de promover uma anistia ampla e irrestrita com relação a tudo que foi dito por ele e pelos demais candidatos nos dois debates já realizados. “Assim o povo se esquece do que foi dito ali e volta a se pautar só pelo que eu posto na internet, xará. É o que eu sempre digo: debates humanos pra humanos que debatem no Zap.” A proposta vem na esteira de sua relutância em participar dos próximos debates na televisão. “O Romário fazia gol sem ir pro treino. Pra que que um candidato precisa ir pra debate então?”

Caso a proposta não vingue, o deputado já tem, na manga, uma série de compromissos agendados que impediriam sua participação nos encontros televisivos: “Eu tenho que ir na apresentação de karatê do Eduardo, na peça da escolinha sem partido do Flávio e na prova de natação do Carlos”. Quando questionado sobre um possível remanejamento desses compromissos, Bolsonaro afirmou ter também consultas médicas, aulas de zumba, batizados de sobrinhos e um casamento heterossexual nos dias citados.

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