CPMF de Paulo Guedes vai taxar cada ofensa dita por Mourão ou Bolsonaro

19set2018_18h14
Guedes afirma que a nova medida irá aquecer a economia e os ânimos do país
Guedes afirma que a nova medida irá aquecer a economia e os ânimos do país

POSTO IPIRANGA – “É uma solução tão perfeita que eu resolvi chamá-la de solução final”, explicou Paulo Guedes, economista-chefe do candidato Jair Bolsonaro. “A ideia é ultra sofisticada, baseada numa equação que aprendi na Escola de Chicago. Em vez de CPMF, o povo pagará uma alíquota para cada ofensa dita pelo general Mourão ou pelo querido líder Bolsonaro. Será de uma eficiência atroz, porque o eleitor terá o dinheiro retirado de sua conta justamente no momento em que estiver feliz, postando no Facebook que o líder voltou a mitar.”

Guedes explicou que o sistema terá uma tabela pré-fixada, com valores para cada ofensa dita pela dupla de candidatos: “Quando Bolsonaro voltar a dizer que precisa matar 30 mil pessoas para melhorar o país, o caixa do governo vai aumentar automaticamente em 30 milhões de reais.” Além disso, Guedes explicou que sua equipe está formulando uma equação para determinar o valor em impostos das palavras “fraquejada”, “vagabunda”, “viadinho”, “mimimi”, e das frases “direitos humanos pra humanos direitos” e “nem merece ser estuprada”.

Como era de esperar, o mercado reagiu com euforia ao anúncio da solução final: houve  queda do dólar, alta da bolsa, e queima de indígenas (também houve alta nos papéis de laboratórios que fabricam ansiolíticos). Nos corredores dos escritórios, já se comenta irreverentemente que Guedes irá criar um novo mercado, o de incommodities. Em comemoração à nova perspectiva financeira, o BTG Pactual encomendou uma pesquisa a ser feita com dois mil brasileiros trabalhadores da Avenida Faria Lima.