Paulo Guedes propõe que eleição seja decidida pela taxa de rejeição

26set2018_18h43
Bolsonaro pretende reivindicar os votos de quem não quis responder às pesquisas: “Afinal, quem cala consente.”
Bolsonaro pretende reivindicar os votos de quem não quis responder às pesquisas: “Afinal, quem cala consente.”

PODE SER PEPSI? – Após sugerir o ressurgimento da CPMF, o guru econômico do candidato Jair Bolsonaro voltou a causar frisson na corrida eleitoral. Em conversa ontem com o high society monetário, Paulo Guedes sugeriu que o pleito para presidente seja decidido pela taxa de rejeição – aquela em que Bolsonaro atinge 44%, segundo a última pesquisa do Ibope.

“É uma lógica socrática”, explicou Guedes. “Nosso candidato é rejeitado. Se é rejeitado, é porque incomoda muita gente. Se incomoda muita gente, é porque deve estar falando umas verdades. Se fala umas verdades, tem logo que virar presidente. Rejeição no fundo é atestado de sucesso.” Guedes explicou que, com a rejeição em 44%, Bolsonaro já pode ser eleito no primeiro turno. “Pronto, aí resolve a eleição de uma vez, e estanca a sangria.”

A ideia, no entanto, não agradou muito o ex-capitão. “Esse Ibopezinho aí tá dizendo que eu sou rejeitado só por 44% da população. Porra, eu falo que tem que matar 30 mil, eu insulto gay, preto, mulher, eu boto criança pra fazer arminha, eu ameaço recriar aula de moral e cívica e 56% do povo ainda me aprova?”, perguntou Bolsonaro. “Isso tá fraudado.” O candidato falou que só vai aceitar o resultado da eleição se a sua taxa de reprovação chegar a 80%. “O problema é achar uma porta de entrada pra não ser gostado pela associação dos masoquistas.”