Acelerador de partículas terá desafio quântico de aumentar popularidade de Temer

14nov2018_17h58

QUARTA DIMENSÃO – “Bóson de Higgs é para os fracos!” A frase foi dita pelo ministro da Ciência de Michel Temer (e ex-vice prefeito de José Serra, ex-ministro das Cidades de Dilma Rousseff, e futuro secretário da Casa Civil de João Doria), o PhD em relatividade partidária Gilberto Kassab. “Aqui nós faremos algo extremamente ousado, algo que vai romper a barreira da luz, do som e do gravadorzinho do Joesley Batista, e que vai colocar o Brasil no topo da física quântica.”

Kassab se referia ao primeiro projeto a ser testado no Sirius, o acelerador de partículas de última geração inaugurado hoje em Campinas. “A ideia é pegar a popularidade do nosso presidente Michel Temer, colocá-la dentro do túnel, e usar o magnetismo para acelerá-la a cem vezes a velocidade da privatização da Eletrobras.” Kassab explicou que, dessa forma, os físicos têm a esperança de fazer a popularidade de Temer atingir a casa dos dois dígitos. “É difícil? É. É impossível? Talvez. Mas a física diz que o quadrado da popularidade do presidente é igual à soma dos quadrados do veto ao aumento salarial dos ministros do STF. Há chances.”

Temer mostrou-se confiante com a empreitada: “É evidente a pujança do meu mandato nesta reta final. Se quisesse acelerar minha popularidade naturalmente, acelera-la-ia, porém a ciência evoluiu, portanto usemo-la.” O presidente aproveitou a coletiva de imprensa para esclarecer como anda o imbróglio político-científico com o governador eleito de São Paulo, João Doria, que ameaçou processá-lo pelo uso da hashtag #AceleraTemer. “Foi tudo um mal entendido. O João acalmou quando eu prometi usar o Sirius para acelerar o tempo até a próxima eleição presidencial.”