Com prisão de quarto governador, Rio pede música no Balanço Geral

29nov2018_16h30
 “O Rio de Janeiro perde um governador, mas ganha uma música. Vamos enfrentar essa situação como o carioca enfrenta os problemas: dançando”, disse Pezão enquanto ensaiava um passinho
“O Rio de Janeiro perde um governador, mas ganha uma música. Vamos enfrentar essa situação como o carioca enfrenta os problemas: dançando”, disse Pezão enquanto ensaiava um passinho

NÃO LIBERTA, DJ – “Escraaaaaaacha!!!!!!!!!!!!!!!” Foi assim que o apresentador e deputado estadual Wagner Montes abriu a edição especial do programa Balanço Geral, hoje pela manhã, após a quarta prisão seguida de um governador do Rio de Janeiro. “É Cabral, é Garotinho, é Rosinha e agora é Pezão. É o quarteto mágico. É o dream team de Bangu. São os artistas da corrupção brasileira!” Como prêmio pela prisão, o atual governador (e presidiário) Luiz Fernando Pezão pediu o sucesso “Amigo é pra essas coisas”, eternizado nas vozes do grupo MDB 4.

“Com a terceira prisão, o estado teve essa possibilidade de aparecer no Fantástico e chamar a atenção do país e do mundo. Agora com a quarta a gente vai além e mostra que o Rio é criativo, ousado e sem limites”, explicou Pezão, enquanto era algemado. “Só fico triste de o Picciani e o Garotinho não estarem mais na prisão, o que vai prejudicar a mesa do pôquer do fim da tarde. Mas tudo bem, logo mais damos um jeito de eles reaparecerem por lá.”

Na cidade do Rio de Janeiro, a prisão de Pezão não foi sentida pela população. “Prisão de governador, aparição de baleia na orla de Copacabana e aniversário do Guanabara são eventos sazonais, que ocorrem ao menos uma vez por ano”, explicou o cariocólogo Eri Johnson. “Estranho seria passar um mês sem um político do MDB ser preso. Aí de fato haveria um desequilíbrio ecológico.”