Brasileiro tem esperança de que MPB melhore em função de Bolsonaro

01jan2019_17h50
Chico Buarque cantando “Pai, afaste de mim esse zap/ de Danoninho de sangue”
Chico Buarque cantando “Pai, afaste de mim esse zap/ de Danoninho de sangue”

MPB-64 – “Não é que a gente esteja feliz, mas uma censura aqui e acolá sempre dá uma apimentada na música popular”, declarou o produtor musical Nelson Motta – o Nelsinho Motta –, diante da possibilidade de que a MPB viva um renascimento durante o governo Bolsonaro. “Quem disse que a Ana Carolina não pode fazer canção de protesto? Quem disse que o Jorge Vercillo não pode rimar tempão com repressão? Quem disse que o Tiago Iorc não pode ser o novo Chico Buarque?”

Para incentivar a produção da nova safra musical, Nelsinho anunciou a criação de um festival da canção, aos moldes dos que lançaram as músicas “Alegria, Alegria”, “Roda Viva” e “Pra não dizer que não falei das flores” durante o período militar. “Vai ser tudo como era em 1964, mas com uma mudancinha ou outra pra adequar aos tempos atuais”, explicou. Pelas novas regras, as músicas só poderão ter 30 segundos, para caber num áudio do WhatsApp ou num stories do Instagram. “E as letras só terão 280 caracteres, para serem lidas pelo staff de censores do Bolsonaro.”

Arquivo
O The piauí Herald não é uma seção noticiosa, mas exclusivamente de humor, com sátiras da realidade política do Brasil.