Paulo Guedes sugere jingle em vez de hino nas escolas

26fev2019_18h00
“Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz”, declarou o ministro Guedes
“Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz”, declarou o ministro Guedes
BRASIL, CANTE-O OU DEIXE-O – “O que é um hino senão um jingle nacionalista?'”, perguntou o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva de imprensa realizada sob a sombra de uma bandeira do Brasil. “Foi com isso em mente que decidimos vender os naming rights do hino nacional, para dar ganhos monetários ao país, além do evidente ganho patriótico.” Agora, em vez de cantar o hino, os alunos da rede pública cantarão jingles de empresas privadas – que serão gravados e depois enviados à Fiesp, para divulgação.
A decisão de Guedes veio como remédio para a polêmica envolvendo o aiatolá e ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez, que escreveu uma carta pedindo que crianças e adolescentes fossem filmados cantando o hino nacional e repetindo o slogan de campanha de Bolsonaro. “Nós erramos e aprendemos com o erro. Se a vida te dá uma laranja, faça uma laranjada”, disse Rodriguez, em um pedido de desculpas dividido em 48 frases de 2 mil palavras.
Diversas empresas já mostraram interesse pelo mercado de coros juvenis involuntários formados a partir da carta da Vélez Rodriguez. “É um mercado top shelf. Quem não quer atingir o nicho jovem dentro da escola? Nós já estamos estudando também a monetização dos uniformes e dos materiais escolares. No futuro teremos escolas muito mais marketing friendly”, comemorou João Doria, governador e garoto propaganda de São Paulo.
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