Cientistas de Palo Alto inventam primeiro bot capaz de falar mais frases eróticas que Cleo Pires

28fev2019_17h54
Um segundo bot está sendo desenvolvido para falar mais absurdos que os ministros de Bolsonaro
Um segundo bot está sendo desenvolvido para falar mais absurdos que os ministros de Bolsonaro

PALO GROSSO – “Eu gosto do Hardware quando ele é hard de verdade. Eu já calculei com oito processadores ao mesmo tempo. Na minha programação cabe muito mais número do que 0 e 1. Meu algoritmo é fluido.” Essas foram as quatro primeiras frases tuitadas por @CleoPixels, o primeiro bot capaz de superar a atriz Cleo Pires no número de declarações eróticas produzidas por segundo. O anúncio pegou de surpresa os sites de celebridades, que já tinham novas declarações quentes de Cleo Pires agendadas para publicação até o ano de 2056.

“Foram décadas de esforço para chegar a esse algoritmo”, contou o programador Ishohiro Hurakaia, tido pelos especialistas como o pai do bot. “Comecei pegando o código do Deep Blue, o supercomputador que derrotou o russo Garry Kasparov no xadrez em 1996. Só que derrotar o Kasparov era algo muito mais fácil, pois todos os elementos do jogo estavam circunscritos ao tabuleiro. No caso da Cleo Pires, o leque de opções é muito mais vasto. Você nunca sabe quando ela vai falar de bissexualidade, nudes, striptease, pole dance, sadomasoquismo, ménage à trente trois, sexo tântrico, beijo grego, bondage, ou fetiche em bonecas da Barbie.”

Para resolver o problema, o programador primeiro colocou o bot para assistir a todos os filmes pornô do deputado federal Alexandre Frota. Depois ele também foi apresentado às declarações homofóbicas de Silas Malafaia – para entender o conceito de projeção –, aos tuítes raivosos de Carlos Bolsonaro – para entender o que é libido – e aos elogios de Gleisi Hoffmann ao ditador Nicolás Maduro – para ter noção de quão longe pode ir o fetiche humano. A prova de fogo foi fazê-lo assistir em looping à votação pelo impeachment de Dilma Rousseff na Câmara e à eleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. “Não vejo problema em me relacionar com um mouse”, disse o bot, assim que terminou o aprendizado.

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