Bolão de assessores do PSL fatura 48 depósitos de R$ 2 mil

19set2019_16h02
O sorteio do próximo concurso deve acontecer no presídio da Papuda. Até agora não foi registrada nenhuma aposta em Brasília
O sorteio do próximo concurso deve acontecer no presídio da Papuda. Até agora não foi registrada nenhuma aposta em Brasília FOTO: SERGIO LIMA/FOLHAPRESS

MEGA-SENA DA WAL – A sorte vem rondando os assessores políticos do país. Depois de premiar 49 assessores do PT com a Mega-Sena de R$ 120 milhões, a Caixa Econômica Federal anunciou mais um sorteio. Nesta quinta-feira, um bolão feito por assessores do PSL foi premiado com 48 depósitos de R$ 2 mil, livríssimos de impostos e do Coaf.

O anúncio foi celebrado com uma festa regada a açaí e suco de laranja, que ocorreu no gabinete do senador Flavio Bolsonaro. “O PT pode entender de contrato com empreiteira, mas rachadinha em gabinete sempre foi o nosso know-how“, comentou Flavio, algo irritado. “Então vejo essa situação da Mega-Sena como um caso de espionagem industrial, que vai ser devidamente denunciado.” A festa contou com a presença do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e com uma participação, por Skype, do ex-assessor Fabrício Queiroz, homenagem com a medalha da Ordem do Rio das Pedras.

Na Câmara, a dupla bolada gerou ciúmes entre assessores de outros partidos. No PSDB, João Doria não se esquivou da celeuma: “Na nossa loteria já ficou definido que o primeiro a ser sorteado vai ser o Aécio.” Já o MDB decidiu formar sua própria loteria, batizada de Geddel-Sena, que promete sortear uma bolada de R$ 50 milhões em malas pretas, que serão resgatadas num apartamento em Salvador. No PDT, o clima pesou entre a direção do partido e a deputada Tabata Amaral, que preferiu não entrar no bolão: “Prefiro seguir os meus instintos e jogar sozinha. Se ganhar, inauguro meu próprio partido, o PDTabata”. Ciro Gomes respondeu: “É uma proto-neo-liberal que não entende o jogo politico-lotérico.”

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