Cientistas mudam nome de líquido bebido no RJ para H2-uó

22jan2020_17h49
A revista Nature vai publicar uma edição especial sobre o Rio de Janeiro intitulada “O Terror nos Tempos do Cólera” Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
A revista Nature vai publicar uma edição especial sobre o Rio de Janeiro intitulada “O Terror nos Tempos do Cólera” Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

RIO (CONTAMINADO) DE JANEIRO – “É impressionante que algo tido como imutável nos surpreenda desse jeito”, afirmou uma junta de cientistas, por carta, ao anunciar a descoberta de uma forma mutante da água nos reservatórios do Rio de Janeiro. “A nova molécula é composta por dois átomos de hidrogênio, um de oxigênio, três diretores apadrinhados pelo Pastor Everaldo, um governador de férias em Orlando e vários elétrons de irresponsabilidade, descaso, má fé e incompetência – além, claro, dos coliformes fecais e das algas”, explicaram os cientistas.

A nova água – apelidada de álgua, para facilitar a diferenciação – já tem causado frisson em Brasília, onde foi usada como desculpa para as declarações nazistas do ex-secretário de Cultura, Roberto Alvim. “Num primeiro momento eu tinha atribuído o meu plágio involuntário de Goebbels a uma ação satânica. Mas hoje percebo que na verdade eu só tinha tomado água da Cedae horas antes de gravar o vídeo.”

O governador do Estado, Wilson Witzel , comemorou o destaque dado ao estado enquanto descia de um helicóptero próximo à Estação de Tratamento do Guandu, reservatório que abastece a cidade: “É o Rio de Janeiro contribuindo com o avanço da ciência! Banimos o verde da maconha e abraçamos o verde de nossos rios.”

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O The piauí Herald não é uma seção noticiosa, mas exclusivamente de humor, com sátiras da realidade política do Brasil.