“Se não têm donuts, que comam brioches”, diz Paulo Guedes

13fev2020_13h39
“L’État minimal c’est moi”, declarou Guedes, quando perguntado se irá renunciar ao cargo na Dinastia Bolsonaro
“L’État minimal c’est moi”, declarou Guedes, quando perguntado se irá renunciar ao cargo na Dinastia Bolsonaro

BRASIL, 1789 – O ministro dos maus costumes, eminência parda da economia e príncipe herdeiro do reino da Fiesp, Paulo Antonieta de Orleans e Bragança Guedes Bolsonaro Bourbon (só se for envelhecido 12 anos) – também conhecido como Duque de Chicago – chocou a Praça das Três Bastilhas, hoje pela manhã, ao defender uma vez mais as vantagens de não haver empregadas domésticas viajando para a Disney, por efeito da alta do dólar. “Se não têm donuts, que comam brioches. Nas padarias de Foz do Iguaçu e Cachoeiro de Itapemirim tem”, declarou, antes de guilhotinar um pobre condenado à pena de morte por ter cometido o crime de continuar pobre.

A frase de Guedes causou mal estar na ala mais moderada do Palácio de Versalhes (aquele carro da Ford). “Considerei pesado, inapropriado, e desrespeitoso para com a raça das domésticas”, disse o Cardeal Roberto Alvim, responsável pela propaganda da aristocracia. “Eu nunca diria uma coisa dessas nem sequer para uma árvore”, complementou o Cardeal Ricardo Salles, jardineiro-real do palácio. “Nem a língua portugueza meresse cer tão agredida”, concluiu o Cardeal Weintraub, tutor dos príncipes Charles, Eduard e Flaviô.

Apesar da revolta popular, cerca de 30% dos plebeus e burgueses fiéis à Coroa preferiram aplaudir a frase de Guedes, defendendo que o acesso ao brioche revela, na verdade, uma melhoria dos índices econômicos. “Quando o PT estava no poder, as padarias só vendiam pão francês, que nem patriótico é”, declarou o empresário burguês Lucien Hang, le vieil homme de l’Havan, que já está parcelando a venda de brioches em dez vezes sem juros.
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O The piauí Herald não é uma seção noticiosa, mas exclusivamente de humor, com sátiras da realidade política do Brasil.