Bolsonaro aproveita Black Friday para mentir pela metade do custo político

27nov2020_15h57
Todas as compras serão parceladas em 48 depósitos de 2 mil reais
Todas as compras serão parceladas em 48 depósitos de 2 mil reais

ATACADÃO – “O capitão ficou maluco!”, anuncia a frase pintada sobre a bandeira do Brasil empunhada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira. O anúncio era parte de uma estratégia de marketing do governo para promover um saldão de mentiras do presidente na chamada Black Friday, que o governo decidiu rebatizar de Daltônico Friday.

“Eu nunca falei esse negócio daí de gripezinha, tá ok?”, afirmou Bolsonaro ao rifar uma das mentiras. “Também nunca bati palma pra torturador, nunca tive filho envolvido em investigação de rachadinha, nunca tive contato com advogado que esconde miliciano, nunca propus fuzilar a petralhada, nunca nomeei o Moro ministro, nunca comi pão com leite condensado, e nunca gostei de pastel e caldo de cana!” O presidente anunciou que o dinheiro arrecadado com o saldão de mentiras vai ser todo revertido para a instituição de caridade Crianças Sem Gatonet, que leva entretenimento, gás e segurança (mediante pagamento em cash) para famílias desassistidas nas intermediações da Barra da Tijuca.

Mas não foi apenas Bolsonaro que mergulhou nas promoções da Black Friday. Em São Paulo, o candidato a prefeito Bruno Covas avisou que pretende aproveitar a data para comprar um vice que não tenha sido acusado de violência doméstica – e que portanto que seja menos custoso à sua campanha. Já no Rio, consumidores reclamam de propaganda enganosa, já que os dois produtos vendidos na Black Friday já vêm usados, com conhecidas avarias, e sem o selo de aprovação ISO 9001.

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O The piauí Herald não é uma seção noticiosa, mas exclusivamente de humor, com sátiras da realidade política do Brasil.