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Indústria têxtil demitiu o triplo que a indústria automotiva, na pandemia

Luigi Mazza, Marcos Amorozo e Renata Buono
13nov2020_10h25

A indústria brasileira sentiu desde o fim de março o baque causado pela pandemia. Linhas de produção foram paralisadas e trabalhadores foram para casa. Alguns setores sentiram a crise de forma mais aguda. Um dos segmentos mais atingidos foi a indústria têxtil, que fechou 70 mil vagas de emprego formal de março a setembro. Esse dado leva em conta a diferença entre o número de demissões e contratações no período. É um resultado três vezes pior do que o da indústria automotiva, que fechou 23 mil postos de trabalho.

Ao todo, o Brasil fechou 897 mil vagas de emprego formal desde a chegada da pandemia. Esse foi o saldo das 8,4 milhões de demissões e 7,5 milhões de admissões registradas desde março. Considerando a indústria como um todo, foram perdidas 99 mil vagas de emprego nesse período.

Com isso, a pandemia agravou a crise econômica que já existia antes dela. Em maio, havia 10,1 milhões de brasileiros desempregados. Em setembro, esse número bateu recorde, chegando a 13,5 milhões de pessoas, segundo o IBGE. É mais gente do que há na cidade de São Paulo, a mais populosa do Hemisfério Sul.

Fontes: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged); IBGE.

Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Repórter da piauí

Marcos Amorozo (siga @marcosamrz no Twitter)

Produtor do Foro de Teresina e repórter na piauí, é estudante da Universidade de Brasília (UnB)

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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